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Velocidade | 02/09/2014

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F1
3 Comentários

OPINI????O F1 PADDOCK PRESS: OPPA GANGNAM STYLE!

O circuito da Coréia é mais um dos tilkódromos, terror da maioria e que agrada aos que vos escreve. Suas três grandes retas e sua longa sequência de curvas de alta velocidade mostram um circuito tedioso para os fãs, mas muito desafiante para quem está dentro do carro.

O que mais impressiona com os bólidos na pista é o efeito do DRS. Por ser um circuito com um longo trecho em curvas de alta velocidade, é altamente recomendado correr com alta carga aerodinâmica. Por isso, a diferença de velocidade após abrir a asa é algo que chega a ser chocante. ????? muito importante uma boa relação de marchas, que saiba aproveitar bem esse efeito maximizado do DRS. Coisa que, por exemplo, a Renault não soube aproveitar, deixando seus carros com limitador a apenas 310 km/h, contra os 325 que os carros da Toro Rosso atingiam.

O que prometia ser uma corrida tediosa foi na verdade uma prova cheia de ultrapassagens, de grandes pegas. Apesar de não termos visto isso na frente, com a liderança de Vettel na primeira curva e seu disparo consequente. A Red Bull foi soberana na classificação e sua dobradinha só confirmou o resultado dos treinos. Porém, nas posições intermediárias, a prova foi excelente, daquelas de acordar até o mais sonolento fã. Gostaria de ressaltar a inteligente ultrapassagem de Hulkenberg, que se aproveitou da eterna disputa entre Hamilton e Raikkonen para ganhar duas posições em apenas uma reta.

Para os brasileiros, os extremos. Bruno Senna sofreu com a Williams, que não rendia de jeito algum na pista coreana e terminou longe da zona de pontos, porém próximo ao companheiro Maldonado. Já Felipe Massa fez, na minha opinião, a melhor corrida dele desde que se recuperou do acidente de 2009. Assim como no Japão, parece que fez as pazes com seu carro e começou a andar muito, fazendo uma corrida de recuperação e terminando na 4ê posição, justo atrás do companheiro Alonso. Só que esse resultado teve um gosto de vingança.

Felipe tinha um carro 1 a 1,5 segundo por volta mais rápido que o espanhol, mas as regras dentro da equipe não permitiriam o brasileiro fazer a ultrapassagem. Sabendo disso, recorreu a uma tática conhecida: ele recuava por duas voltas, deixava o companheiro abrir e então vinha com tudo, tirando 1 a 2 segundos por volta e baixando constantemente a melhor volta da corrida. O brasileiro repetiu esta tática mais de uma vez, relembrando que o espanhol fez exatamente a mesma coisa no GP da Alemanha de 2010, forçando a equipe dar uma ordem conhecida mundialmente desta forma: â?????Felipe, Fernando is faster than you. Did you get the message?â???.

Para minha surpresa, a Red Bull encontrou o caminho das pedras e está andando como nunca na hora mais certa. As 3 vitórias seguidas de Vettel, com direito a bandeirada like a boss do cantor PSY, o colocaram como líder do campeonato e, principalmente, como o cara a ser batido. Ainda é cedo para qualquer prognóstico, faltam 4 etapas e tudo pode acontecer. A única certeza que temos é que o certame se fechou entre Alonso e Vettel e que muita coisa ainda vai acontecer.

Fica, também, um aviso aos colegas, que adoravam bradar que o campeonato estava acabado, mesmo ainda faltando 7 provas para terminar.à Entendam que os tempos mudaram e que o fim da temporada européia mostra apenas a metade do campeonato e fazer exercícios de futurologia é função de vidente, cartomante.

***

Melhoras Diumar Bueno. Que você se recupere e, mais ainda, possa voltar a correr. #tamojunto

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  • Italo Almeira

    Eu não sei qual prova você viu, mas essa prova que você brada que teve muita ultrapassagem não passa de mentira. Teve uns bons pegas e isso é indiscutivel, mas a corrida em sí não passou de um remédio para insonia. Este que vos fala dormiu no meio da corrida e deu “sorte” de ver o final.

  • http://www.facebook.com/marcelo420 Marcelo Borges de Oliveira

    gostei da constatação de que a RBR errou na relação de marchas. tanto errou que fez dobradinha na classificação e na corrida! acho que não demanda muito esforço concluir que a RBR – acertadamente – optou por relações mais curtas para privilegiar os setores de média/baixa.

  • http://www.facebook.com/ricardo.arcuri Ricardo Arcuri

    Essa eu faço questao de responder.
    Nao necessariamente uma má relaçao de marchas causaria um mal desempenho nos carros. Os carros da RBR estao tao superiores que este erro acaba passando. Para provar isso, uso dois exemplos:
    - A RBR vem partindo do principio da relaçao curta de varias corridas atras. Vettel teve a situaçao de ultrapassar e ser ultrapassado por Bruno Senna NA MESMA RETA de Spa.
    - As STR estavam com relaçoes que pensavam mais nas retas do circuito de Yeongan. O resultado disso foram os dois carros na zona de pontos, com um carro que notoriamente inferior em curvas.
    Onde quero chegar: se faz uma relaçao de marchas muito curta o carro garante um bom resultado nos trechos de curva. Mas, ao mesmo tempo, o carro fica vulneravel contra retas longas e ultrapassagens (defesa e ataque). Os circuitos do Tilke visam justamente causar esse problema de configuraçao, assim como alguns circuitos antigos, como Spa e Suzuka. Sim, eles fizeram uma escolha, que podia dar certo ou nao. O que quero dizer é que poderia ter sido ainda melhor se eles partissem para uma relaçao menos defensiva. E fazer isso num circuito onde o efeito do DRS é ainda maior pode trazer bons resultados.
    E o circuito da India tem caracteristicas parecidas viu…