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Velocidade | 20/12/2014

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FIA GT: Decisão melancólica da categoria

A FIA GT (GT World) iniciou 2012 com a perspectiva de ser um dos melhores campeonatos de automobilismo pelo mundo. Isto porque a categoria havia atraído mais montadores, em comparação a 2011, e a promessa era de briga boa. Ao todo eram nove fabricantes na disputa (McLaren, Ferrari, Aston Martin, Porsche, Ford, BMW, Lamborghini, Audi e Mercedes) e tirando a Ford que só inscreveu um carro na disputa, todas as outras tinham dois bólidos alinhados no grid.

E assim como a F1, que começou com vitoriosos diferentes, a FIA GT viu cinco não só apenas cinco duplas diferentes vencerem as cinco primeiras corrida do ano como também, cinco montadoras diferentes. O equilíbrio estava sensacional, mesmo com carros tão diferentes, resultado do trabalho de equalização feito pela organização, baseado nos lastros de sucesso. No grid alguns pilotos de renome na Europa, neste tipo de competição como Stef Dusseldorp, Toni Vilander, Tomás Enge e outros.

No entanto, tinha o oriente pelo caminho. Haviam duas provas previstas para a China e uma na Coreia, mas as três foram canceladas devido a retirada do apoio do governo local. E o campeonato que era fantástica, desmoronou-se. Junto com o cancelamento das etapas foram se embora os dois carros da Porsche, que era uma equipe chinesa. Foi marcada as pressas uma etapa extra na Eslováquia e os dois Aston Martin também não apareceram. O grid que era legal, de repente ficou vazio.

E para coroar um campeonato que se perdeu no meio do caminho, a decisão do título foi melancólica. Apenas duas duplas de pilotos tinham chances de serem campeões na última prova em Donington Park: Marc Basseng e Markus Winkelhock (Mercedes) com 145 pontos e Michael Bartels e Yelmer Buurman (BMW) com 142. Os dois largaram do fim do grid e a Mercedes, que estava a frente da BMW, corrida tranquila. Até que depois do pitstop obrigatório os dois voltaram juntos, brigando diretamente por uma posição na pista.

Yelmer Buurman, que estava no controle da BMW, pressionava de todas as formas Markus Winkelhock na Mercedes, até que colocou do lado e partiu para a ultrapassagem. Os dois deram uma esbarrada e daí Winkelhock jogou pesado e jogou o carro de lado, tirando o rival da pista e da disputa. Com o choque, a Mercedes também teve que abandonar. O safety car entrou na pista, posteriormente foi dada uma bandeira vermelha e a prova não mais recomeçou.

Minutos depois do encerramento, a Mercedes foi punida e teve os pontos pela nona colocação do momento caçados e em vez de 147, permaneceu com 145. A BMW então marcou dois pontos e só chegou a 144 pontos. Com isto, mesmo jogando sujo e tirando o rival da prova, Marc Basseng e Markus Winkelhock ficaram com o título da temporada. Michael Bartels e Yelmer Buurman ainda perderam o vice-campeonato, pois a dupla da McLaren Stef Dusseldorp e Frédéric Makowiecki venceram a corrida e chegaram aos mesmos 144 pontos, mas com uma vitória a mais, ficou como vice no critério de desempate.

A BMW entrou com um recurso que será julgado posteriormente, pedindo uma punição mais severa para a dupla da Mercedes, que claramente agiram de má fé, pois sabiam que a pontuação estava a favor deles caso os dois abandonassem numa batida. Desta forma, aquele maravilhoso campeonato, que começou tão disputado e com uma grid de respeito, terminou melancólico, caracterizando bem o que foi a segunda metade de ano da categoria.

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