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Velocidade | 30/08/2014

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Um comentário

Exclusivo: GP do Japão de F1 in loco – Parte 1

Começaremos hoje a série de três posts da leitora Suelen Vieira, que esteve no GP do Japão esse fim de semana junto com seu marido, Fabiano Toledo. O texto dela conta um pouco sobre a experiência desses dias e as fotos, incríveis por sinal, são dos dois.

Divirtam-se!

Por: Suelen Vieira

A Fórmula 1 desembarcou no Japão para mais um final de semana de corrida. Com o aniversário de 50 anos do Circuito de Suzuka, muitas festividades ocorreram durante todo o ano. Cheguei ao circuito por volta das 7h e muitos já se encontravam no local: japoneses, australianos, jamaicanos e outras nacionalidades se destacavam na multidão que foi prestigiar o evento. Os japoneses, no entanto, eram a maioria, onde diversos demonstravam a paixão que tinham pelas suas equipes através de roupas bem “chamativas”, uma característica bem forte do povo.

Enquanto uns demonstravam paixão, outros mostravam frustração. Ano passado bem na frente da entrada do circuito há um sinal de rua que demora mais que o esperado e muitos pilotos que saiam do hotel para ir à pista paravam nesse farol e os fãs aproveitavam e pediam autógrafos. Este ano isso não foi mais possível pelo grande número de policiais que proibiram os fãs de chegar perto dos carros dos pilotos. Exatamente as 8h foram aberto os portões e a categoria Porsche foi a primeira a entrar na pista. Conforme se passavam os minutos, a multidão aumentava demasiadamente. Entrevistas com celebridades dentro do meio japonês foram os destaques antes dos treinos.

Outro fato que mereceu um belo enfoque foi a exposição de carros de Fórmula 1. Seis belos carros chamavam a atenção de todos os fãs da categoria, inclusive a minha, pois tentei tirar uma foto, mas sem sucesso, pois não era possível pelo número grande de pessoas lá. As 10h deram início aos treinos e muitos voltaram para seus lugares. A dobradinha da McLaren foi o grande destaque. O segundo treino só começaria as duas horas da tarde, então fui dar uma volta ao redor do circuito. Tinha um grande número de pessoas no kart e me aventurei a dar uma “voltinha” e simplesmente adorei.

Depois fui na loja que vendia produtos do Ayrton Senna e como o povo japonês tem um grande amor pelo piloto brasileiro, essa era uma das mais frequentadas pelos fãs. Logo à frente encontrei um grupo bem divertido de mulheres que queriam conhecer o piloto finlandês Kimi Raikkonen. Elas escreveram mensagens em suas camisetas com o intuito de chamar a atenção do piloto, mas na minha opinião não obteriam sucesso. O que foi um destaque positivo foram os restaurantes. As pessoas encontravam comidas de todas os tipos: brasileira, coreana, indiana, turca, entre outras.

Já eram quase duas horas e a multidão parou para assistir o segundo treino. Michael Schumacher foi um que não teve muita sorte. O alemão, que recentemente anunciou sua aposentadoria, bateu a 13 minutos do fim. Muitos torcedores comentavam que o piloto precisava aposentar o mais rápido possivel enquanto outros pediam para que o heptacampeão ficasse. Tanto é que muitos levaram faixas com dizeres pedindo a permanência do alemão.

No entanto quem levou a melhor foi Mark Webber, seguido de Lewis Hamilton em segundo. Com o fim dos treinos, muitos foram embora do circuito, enquanto outros aproveitaram que as lojas estavam vazias para fazer compras. A demanda foi tão grande que conversei com uma mulher, dona de uma loja que vendia produtos da Lotus e ela me confessou que diversos produtos acabaram já na sexta-feira.

Voltamos depois com o relato do sábado e fiquem com as fotos de sexta:

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  • Olegario Teixeira

    Texto muito interessante do GP do Japão. ????? legal saber que os japoneses cultuam o automobilismo em sua essência sem se importar com nacionalidade de quem corre. Diferente de muitas pessoas que frequentam Interlagos na época da F1. E também mostra que a Mobiland Corporation (a organizadora do GP do Japão) tem muito respeito com o torcedor que paga um ingresso abusivo com exposições de carros, muitas lojas de equipes oficias e afins e especialmente uma praça de alimentação digna com todos os tipos de comida. Diferente do Brasil onde a organização só bota uma “praça de alimentação” com comidas ruins e com preços abusivos. E fora que não tem absolutamente nada para fazer dentro do autodromo a não ser ver as sessões de treinos e a corrida. Dá uma bela vontade de sair daqui do Brasil e ir ver uma corrida no Japão.