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Velocidade | 21/12/2014

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F1
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Opinião F1 Paddock Press: Luzes da Cidade-Estado

Ricardo Arcuri

O circuito de rua da cidade-estado de Cingapura fez uma marca na história da Fórmula 1: ser o primeiro disputado à noite na categoria. Essa situação de corrida já havia sido aplicada com sucesso nos ovais americanos, no GP de Cleveland de 2005 pela Champ Car – o primeiro em circuito misto e no Qatar pela MotoGP.

Sua iluminação artificial possui a marca de 3.000 lux, quatro vezes mais poderosa que a de um estádio de futebol. O charme da próspera cidade-estado, que se compara a Mônaco, somado com as luzes noturnas, deram um toque especial a esta prova tão desafiadora àpara os pilotos.

O circuito em si, apesar de ser nas ruas da cidade, é bastante complicado para quem está na pista. Seu traçado longo e a variação de trechos de alta velocidade com curvas sempre fechadas são um obstáculo às transmissões dos veículos, principalmente se pararmos para pensar que esta corrida tem os habituais 310 km de extensão, contra os 270 da similar Mônaco. Com um número maior de trocas, os câmbios acabam â?????pedindo bicoâ??? com mais frequência. Controlar a resistência desse equipamento e administrar bem os pneus são as chaves para vencer neste circuito de rua tão peculiar. E como todo traçado de rua, ultrapassar é um desafio. O DRS ajuda, mas não faz milagre.

O começo da corrida foi bem chato até o abandono de Hamilton, traído pela caixa de transmissões. Neste momento, o GP se transformou em uma verdadeira série de disputas, ajudadas pelas duas entradas do safety car na pista. Boa corrida dos dois brasileiros, em especial de Felipe Massa, que saiu do final do grid e foi bem inteligente nas ultrapassagens em um local que não costuma facilitar neste quesito. Bruno Senna perdeu a chance de passar Maldonado na classificação, que abandonou mais uma vez, mas desta vez por um problema hidráulico. Problema estranho ao meu ver, pois o carro rodava muito redondo quando a equipe o chamou para os boxes. Alguma coisa não ficou bem explicada nesta saída de Pastor, que carece de pontos desde sua milagrosa vitória, na Espanha.

Com a quebra de Hamilton, o campeonato cai no colo de Alonso novamente. Como falei antes, não vejo a Red Bull com condições de vencer essa temporada. Seu carro é constante, mas não é especialmente rápido e nem a genialidade crescente de Vettel pode fazer algum tipo de milagre numa situação como agora. A McLaren ficou muito para trás novamente na tabela e, mesmo tendo o melhor carro nesta parte da temporada, vai depender de abandonos de Alonso, que possui um carro extremamente confiável.

***

As punições nesta prova foram polêmicas para todos os envolvidos.

- Webber acabou sofrendo por algo que não cometeu. A punição deveria vir para Kobayashi, que furou o pneu de Hulkenberg. Esse lance todo ficou muito impreciso, mal explicado. Teve 20 segundos acrescidos ao seu tempo final e perdeu o ponto que conquistou para Sergio Perez.

- Schumacher mereceu a punição. Não por ter tido algum tipo de maldade ou intenção em bater em Vergne, mas por tirar da prova alguém que não tinha nada a ver com seu erro/problema. Perderá 10 posições no GP do Japão pelo acontecido. Comete o mesmo erro pelo segundo ano seguido e isto com certeza vai entrar para a conta na hora de pensar na aposentadoria ao final da temporada.

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  • http://www.facebook.com/andregreents André Green Almeida Santos

    Webber foi punido por ultrapassar pela área de escape asfaltada
    Essa corrida é chata demais. A deste ano foi menos chata, mas é um típico tilkodromo.

    Sinto falta de Adelaide e Detroit, essas corridas sim eram boas em ruas