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Velocidade | 24/11/2014

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Opinião F1 Paddock Press: Invasão Árabe

Ricardo Arcuri

Há alguns dias, vi uma reportagem de um militar que participou da operação que eliminou o terrorista Osama Bin Laden. E, de tabela, acabei lembrando de uma história que envolvia o falecido terrorista árabe nos tempos que era um jovem e ambicioso investidor.

Osama, queàficou conhecido por seus atentados usando a religião islâmica como bandeira, fazia disso uma premissa de Guerra Santa. Por isso mesmo, um homem muito inteligente, que soube usar bem o berço â?????? e os recursos financeiros â?????? que teve para se fazer grande. Apesar de estar contando o passado de uma pessoa política, a morte de Bin Laden me fez lembrar um fato muito curioso, que iniciou o nascimento de um verdadeiro mito das pistas.

Esse mito não é um piloto, mas sim um time comandado por um homem igualmente inteligente e que soube aproveitar o crescimento do mundo árabe, começando a recolher os dividendos de seus petrodólares. Até o final da década de 70, Frank Williams era conhecido como um batalhador. Durante esses anos, colocou na pista carros comprados em várias provas de F1 e algumas poucas temporadas com sociedades que acabaram não dando certo. Finalmente, fechou sociedade com o engenheiro Patrick Head e formou o time como hoje é conhecido. Porém, como toda e qualquer equipe, precisava de combustível financeiro.

Depois de muitas tentativas frustradas, ele começou a negociar com a empresa de aviação comercial Fly Saudia. Como parecia ser uma oportunidade de ouro para fazer seu time crescer, Frank realmente investiu na empreitada apesar de toda a desconfiança dos árabes, que não tinham nenhum conhecimento do que era a Fórmula 1 e o que ela promovia às marcas envolvidas. Sendo assim, sem nenhuma cerimônia, Frank preparou uma surpresa: ele foi para a reunião armado de todos os argumentos possíveis para convencer os sheiks de que investir no seu time era um bom negócio. Quando Frank já estava com a faca e o queijo na mão, tendo convencido os árabes que investir seria garantia de retorno, eis que o chefe da Williams usou seu â?????ás na mangaâ???: levou um carro do time já pintado com as cores da companhia aérea:

Essa empreitada foi tão bem sucedida que, após a companhia aérea, vários investidores do Oriente Médio, fossem jovens ou mais experientes, perderam o receio e começaram a acreditar no time. Esse investimento maciço dos árabes culminou com o título mundial do australiano Alan Jones no ano de 1980 e a consolidação da Williams como uma das maiores equipes da história da Fórmula 1. E um dos jovens investidores em questão eraâ???¦ Osama Bin Laden, que já trabalhava para construir o império que sua família hoje administra.

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