Image Image Image Image Image Image Image Image Image Image

Velocidade | 25/10/2014

Scroll to top

Top

No Comments

Sertões: Chega ao fim o maior rally do mundo em um único país

Sertões: Chega ao fim o maior rally do mundo em um único país

E chegou ao fim mais uma edição do Rally dos Sertões, este espetáculo do esporte a motor que temos em nosso país. Em algumas categorias tivemos os destaques que venceram com muita tranquilidade e em outras, a briga foi dura até o fim. O saldo final foram 10 dias, 4840 km de São Luís (MA) a Fortaleza (CE). Pegaram rios, areia, cascalho, poeira e todos os obstáculos que um rally desta grandeza pode oferecer. No fundo, são todos campeões por vencerem as próprias limitações.

Felipe Zanol foi o grande campeão da motos. O piloto venceu metade das especiais e no fim conseguiu com uma vantagem de 25min29s para o segundo colocado, Dário Júlio. Ele que bateu na trave algumas vezes, conseguiu enfim o tão sonhado título. “Foi uma edição muito dura. Os dois primeiros dias na areia assustaram o pessoal, e realmente foi um Sertões diferente, largando na areia, com um Jalapão bastante puxado com quase 500 quilômetros. Fiquei feliz e satisfeito por ter conquistado esta vitória numa edição especial como esta, de 20 anos”, disse o piloto da equipe oficial Honda. A vitória desta última especial ficou com Ike Klaumann.

Já nos UTVs, categoria experimental que estreou neste ano na competição, com veículos movidos com um motor de 950cc, a vitória ficou com a dupla formada pelo piloto Bruno Sperancini e o navegador Thiago Vargas. A superioridade deles foi tão grande que conseguiram colocar mais de 11 horas de vantagem em cima da dupla segundo colocado, Carlo Collet e Eduardo Shiga. “Este último dia de rali traz uma emoção muito forte. Seja campeão ou não, todos que chegaram aqui são vitoriosos, pois participamos da edição mais difícil do Rally dos Sertões”, descreveu Sperancini. A vitória deste último dia de competição ficou com Sylvio Barros e Pipo Mirone.

Outro que deu um banho na concorrência foi Marcelo Medeiros nos quadriciclos. Depois de vencer seis das dez especiais, ele conseguiu abrir incríveis 10 horas para o vice-campeão, Paulo Roberto Kitagawa. E ele não quis saber de poupar nada no último dia e terminou na frente na última especial. “As 10 etapas foram extremamente importantes. Tive pequenos problemas, mas que consegui superar junto com a equipe. Com calma e paciência chegamos ao final e consegui este que é um dos melhores títulos da minha carreira”, comentou Medeiros. Ernesto Jun Watashi completou os Sertões na terceira colocação.

Se tem uma categoria em que o título ficou em boas mãos, foi nos carros. Nada menos que um piloto que já foi 10 vezes campeão do Rally Dakar, o maior do mundo. O francês Stéphane Peterhansel junto com o navegador Jean-Paul Cottret passearam pela competição e no fim conquistaram o título. Mas no início, a dupla brasileira Guilherme Spinelli e Youssef Haddad deram trabalho e no fim, ficaram apenas 23min33s atrás. “Este foi um rali muito difícil e muito longo, mas que fez a diferença com uma variedade enorme de paisagens. Considero a primeira parte da competição como a mais difícil, pois tive de competir com o Spinelli, o que me fez correr alguns riscos que não esperava e acelerar mais”, declarou Peterhansel.

Para fechar, os caminhões, divididos entre pesados e leves. Nos primeiros, Guido Salvini com os navegadores Flavio Bisi e Fernando Chwaigert terminaram na frente, com mais de duas horas de vantagem para Edu Piano, Solon Mendes e Carlos Sales. “Nosso sexto título, estou muito satisfeito e devo tudo para a nossa equipe. O sucesso é todo da equipe”, disse Salvini. Já nos leves, Carlos Policarpo, Rômulo Seccomandi e David Fonseca foram os grandes vencedores e lá a diferença foi maior, mais de 8 horas para os segundo colocados, Amable Barrasa, Cesar Botas e Raphael Bettolini. “Achei que seria muito mais difícil. Estou vindo dos carros para os caminhões”, declarou Policarpo.

  • Share on Tumblr