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Velocidade | 25/10/2014

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O futuro de Rubens Barrichello dentro da Fórmula Indy

Jorge Pezzolo

Amigos, o curioso desta reta final da Fórmula Indy, especialmente no Brasil, é que mesmo tendo Helio Castroneves com reais chances de título, sempre que alguém me pergunta sobre Indy é de Rubens Barrichello: por que está tendo dificuldade e para onde vai no ano que vem? E chamou atenção essa semana a entrevista dele para a Auto Motor und Sport alemã dizendo que seu coração “sangra” quando vê a Fórmula 1. Então, vamos falar de Rubens na coluna da semana!

Para começar, vamos falar dos resultados. Não me surpreendi com eles, esperava mais como todos, mas não muito mais. Aos que falam mal da KV Racing, vale lembrar que ela foi o melhor dos times que vieram lá da Champ Car em 2008, na época em que corriam Will Power e Oriol Serviá. Depois, com Viso e Sato, o time ficou com fama de mais bater que andar, mas agora com Tony e Rubens se esperava que andassem na frente. O desenvolvimento do novo Dallara DW 12 deixou a KV para trás, segundo Rubens muito por conta dos amortecedores melhores da Penske (que os fabrica) e da Ganassi. Mas Rubinho já sabia disso quando assinou com um time que não desenvolve peças próprias.

Quanto à entrevista da Auto Motor und Sport, acho que não soou bem, não pelo que ele disse ou a tradução, mas todos sabem que Rubens é assim mesmo, fala o que vem à cabeça e a palavra escrita fica mais forte do que a DITA. Coisas como “sangrar” pela Fórmula 1 e criticar as pistas de rua da Indy não foram boas e me remeteram para a pergunta que fiz à ele na época do anúncio da transferência sobre o calendário da temporada. Era por aí que eu queria chegar, pois se falava muito dos ovais, mas eu achava mais complicado correr em Baltimore para ele do que em Texas. No minuto 1 do vídeo:

Adaptação nunca é fácil para nenhum piloto. Takuma Sato anda bem na Fórmula Indy, mas bate muito, na Fórmula 1, que exige uma pilotagem mais delicada, ele não era assim. Dario Franchitti não fez nada na Nascar e hoje quem sofre lá é Danica Patrick. E no caminho oposto, Sebastian Bourdais e Alessandro Zanardi penaram na Europa (se bem que Bourdais andava perto de Vettel, e olhem onde Vettel está hoje…). Se comparado com Tony Kanaan, Rubinho foi aquém, comparado com Ernesto Viso andou bem à frente.

E, por fim, o que todo mundo quer saber: o que Barrichello vai fazer em 2013? Parece que o bom contato com a Honda pode abrir uma porta, mas com certeza essa será aberta primeiro para Takuma Sato. Os dois estão de olho no carro 38 da Ganassi e acho que Sato tem essa vaga na mão, abrindo uma boa opção na Rahal Lettermann para Rubens. Time bom, Bobby Rahal chama atenção, mas que não ganha uma corrida há muitos anos, apesar de bater na trave nas duas últimas Indy 500. ????? isso que Rubens tem na América no momento. Se pega ou larga, só saberemos nos próximos capítulos!

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