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Velocidade | 24/11/2014

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F1
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OPINI????O F1 PADDOCK PRESS: Canguru Com Molho Inglês

Ricardo Arcuri

Silverstone era um complexo aeroviário britânico, onde trabalhavam os caças que lutaram contra o nazismo na 2ê Guerra Mundial. Após o fim dos combates, ainda na pré-F1, se tornou um circuito que viria a se tornar um mito, um templo do automobilismo mundial. Na primavera de 1950, a Fórmula 1 se iniciava no meio de suas largas retas. Durante os anos 80, chegou a ser o circuito misto mais rápido do mundo. No começo dos 90, sofreu uma reforma que o tornou menos rápido e mais desafiante.

Confesso que, saudosista que sou, preferia o circuito antigo e suas velocidades de tirar o fôlego. Porém, quando vi essa revitalização do local, que aproveita parte das variáveis internas, gostei bastante. No começo, parecia que não iria melhorar muito a qualidade do espetáculo, mas isso caiu por terra nos anos que se passaram.

A chuva que castigou a pista na 6ê e sábado (especialmente durante o Q2) mascararam a balança de forças da corrida. Não sei se a tendência era ser equilibrada mesmo – como em Valência â?????? ou se a lavagem que as águas fizeram no traçado igualaram as coisas. O importante é que o espetáculo foi excelente, ainda mais para quem pensava que Alonso iria dominar a corrida toda.

De maneira lógica, os pneus mais duros ditaram o ritmo da prova. Claro, pois por ser um circuito com várias curvas de alta e grandes retas, pneus com maiores rigidez e menos deformações em situações de grandes esforços costumam se sobressair. E esperem esse mesmo comportamento em Monza e Interlagos.

O que me surpreendeu foi o rápido desgaste dos macios, pois acreditei que iriam durar por mais tempo. Alonso tentou surpreender largando de macios. O que ele não contava é que esta tática é excelente para circuitos de média e baixa velocidade, mas pouco ou nada efetivo em pistas como Silverstone. Ainda assim, dominou a prova, tendo apenas um piloto que pudesse tirar a sua vitória. E isso só aconteceu há 3 voltas do final. Méritos para a Red Bull que acertou em cheio na tática: chamou Webber para os pits 3 voltas antes do previsto e acertou no último stint ser de pneus duros. Alonso nada pode fazer, e teria perdido o 2ú lugar se a corrida tivesse mais 3 voltas.

Ritmo decepcionante da McLaren correndo em casa, ainda mais no circuito em que pontuou seguidamente por mais de 30 anos. Parece que a equipe inglesa se perdeu na temporada. ????? rápida nos circuitos rápidos, mas perdeu a mão nos médios e lentos. A não ser que essa reação ocorra em breve, esta temporada está perdida. Uma pena para Hamilton, que está pilotando o fino. Nunca o vi guiar tão bem, nem no ano do seu título.

Dos brasileiros, méritos a Felipe Massa. Parece realmente que encontrou um ritmo, ao menos, decente. Não, ele não chega nem aos pés de antes do acidente, mas tem mostrado algum serviço. Resta saber se continua assim pelo resto da temporada, porque a goleada que está tomando de Alonso é forte. Bruno Senna fez uma corrida discreta, mas foi recompensado com a nona posição. Sempre foi mais constante que Maldonado, que se apoia apenas na milagrosa vitória da Espanha. E diga-se de passagem, nada fez desde então.

Falando no venezuelano, estaria sendo injusto em dizer que ele nada fez. Fez muita bizarrice na pista. Não vou nem comentar Valência, mas sim a atitude criminosa que fez contra Sergio Perez. Era claro como água que o mexicano, que corria por fora, cedia muito espaço no lado interno para Pastor. Jogar o carro da maneira que jogou mostra um desequilíbrio mental absurdo, que foi escondido na comemoração da vitória espanhola e enganou o mundo todo. Teve apenas uma multa leve e outra advertência (mais de uma?) e tem que agradecer com essa condescendência da FIA. Para mim, já merecia uma punição mais severa, pois se ele tem capacidade de jogar o carro em cima de um colega, o que impede de causar um acidente de graves proporções?

O campeonato? Alonso está sendo brilhante e constante com um carro limitado e o único que tem estado perto é um Mark Webber que não tem nada de brilhante, mas sempre está na zona de pontos. E numa temporada tão cheia de variantes e diferentes vencedores, este fator é o que desequilibra a tal balança de forças.

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