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Velocidade | 20/12/2014

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Fórmula Indy: I WILL Power?

Jorge Pezzolo

Amigos, bem que eu tinha dito em uma das últimas colunas de Fórmula Indy: cuidado com a Andretti.

Tinha apostado meus dólares na zebraça que seria James Hinchcliffe líder do campeonato, mas errei a cor do carro: foi o amarelo de Ryan Hunter-Reay que trouxe três vitórias para o time de Michael Andretti, recolocou um americano na liderança da IndyCar depois de muito tempo e jogou toda a pressão para cima de Will Power.

Será que o ex-queridinho da categoria vai dar o tetra vice campeonato para Roger Penske, sendo 3 dele? Vamos fazer uma retrospectiva dos altos e baixos da carreira de Power na Fórmula Indy:

– Antes de chegar à Indy, Power teve poucos resultados expressivos. Destaque para o segundo lugar na estréia da A1GP (quando Nelsinho Piquet venceu) e duas vitórias na Champ Car já esvaziada.

– Primeira fila em St. Pete já na segunda corrida, em 2008 – estreando pela KV, e na primeira em misto colocou o carro na frente e chegou a liderar a prova.

– Vitória na última da Champ Car – Tudo bem que o grid não era grandes coisas, mas ganhou em Long Beach.

– Em uma temporada de “transição”, mostrou força com a pole e liderar boa parte da corrida em Surfers Paradise. Até que… bateu.

– Mas Power mostrou serviço e foi contratado pela Penske como stand by de Helio Castroneves, com problemas na justiça. E foi bem: 2ú em Long Beach , 5ú nas 500 milhas vencidas por Helio e primeira vitória na categoria em Edmonton. Resultado: Penske o contratou para correr o ano todo de 2010.

– Mas Power passou pelo primeiro susto dos que marcaram sua carreira, o acidente em Sonoma, no qual ele fraturou duas vértebras e teve uma concussão. Não correu mais em 2009.

– Começou a temporada de 2010 daquele jeito Will Power – ganhou em São Paulo e St. Pete. Depois também venceu Glen, Sonoma e parecia que ia ser campeão fácil quando chegaram os ovais e POWer… perdeu o título para Franchitti.

– Em 2011, Power parece que tinha deixado tudo isso para trás – além de ganhar em São Paulo e Alabama, venceu seu primeiro oval em Texas e calou a boca de muitos críticos. Parecia que desta vez nada seguraria o I Will Power, mas ele começou a se enrolar nos mistos também. No fim, problemas em New Hampshire e Kentucky, quando jogou tudo na final em Las Vegas, um episódio que ninguém gosta de lembrar. Com tudo que envolveu Dan Wheldon nesse dia, poucos lembram que Power teve novamente fraturas na vértebra e no tórax no acidente.

– Bem, página virada, carro novo e dúvidas como Will Power iria voltar depois deste acidente, resolvidas com uma vitória em Alabama, outra em São Paulo e outra em Long Beach. Desta vez, o Will Power vai? Não.

– Um acidente que ele não teve culpa em uma Indy 500 apagada, uma manobra de rookie em Texas em cima de Tony Kanaan, outra barbeiragem pra cima de Viso em Iowa e uma prova toda atrapalhada no tráfego em Toronto. E pronto, todo mundo que gosta de Fórmula Indy se pergunta: Will Power vai perder o campeonato de novo? E desta vez nem é Dario Franchitti o grande adversário.

Power vem demonstrando inconstância em um dos principais fatores de uma prova de Indy: a proximidade dos carros. Quanto está sozinho na pista ou na liderança de uma corrida, nenhum piloto consegue ser mais veloz que ele e tendo a equipe Penske, já teria levado dois títulos. Mas na Indy tudo acontece conforme Toronto: ele era líder, e uma amarela o jogou lá para trás. Ao invés de ter paciência e administrar como Kimball fez, Power se desesperou para passar os outros, tocou e perdeu a asa no meio da corrida.

Agora vamos para Edmonton, onde o piloto sempre anda muito forte. Mas vale lembrar que a final são as 500 milhas de Fontana, e se até lá o piloto não encontrar seu rumo, a Penske já vai olhar para os outros boxes procurando um piloto campeão porque Power ficará no “will”.

*A brincadeira com o nome do piloto é porque will em inglês é verbo do futuro, portanto muitos acham que Power é um que sempre promete, mas nunca se torna fato.

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