11/02/2012

[F1] Corrida no Bahrein corre risco de novo

O novo calcanhar de aquiles da categoria em relação a politica e relações comerciais, o GP do Bahrein corre risco de novo de ficar fora da temporada. Porém, diferente do ano passado, a pressão pela realização da prova é mais forte e a batalha entre as partes deve durar mais.

A começar pelo problema: O Bahrein sofre com revoltas populares desde o ano passado, na onda da “Primavera Arabe”, que provocou uma onda de revoltas em paises da região decorrentes de distúrbios entre governo e populares, como Libia (que culminou na morte do ex-ditador Muammar Kadhafi), Egito (renúncia de Hosni Mubarak), Siria (que continua em conflito contra o regime de Bashar al Assad) e outros.

No ano passado, o pequeno território Barenita também foi alvo de protestos contra o governo de Hamad bin Isa Al Khalifa. De origem Xiita, Hamad Al Khalifa tem forte resistência da maioria da população, de origem sunita, e que se rebelaram contra o governo da familia Al Khalifa, que já dura mais de 40 anos. Em fevereiro do ano passado, o conflito chegou ao ápice, com forte repressão governista. Do outro lado, os sunitas alegaram que houve violação dos direitos humanos por parte do exercito.

Com a crise, a pressão foi enorme por parte da opinião pública para o cancelamento da etapa do ano passado no pais. Bernie Ecclestone tentou de todas as maneiras que a prova fosse realizada, tentando alterar a data para o fim da temporada, mas não houve chances, uma vez que as equipes não concordaram com a mudança. Mas para 2012, a corrida voltaria.

A prova começou a ganhar alguns apoios interessantes nos últimos tempos, inclusive do ex-piloto Damon Hill, que foi uma das vozes mais criticas na temporada passada sobre a realização da corrida, disse recentemente que a situação estava melhor e que não existiam mais problemas. Mas mesmo com alguns apoios, novamente o risco da prova não acontecer existe.

Nesta última sexta-feira, a Câmara dos Lordes, onde estão os principais representantes da nobreza britânica, moveram um moção para a FIA pedindo o cancelamento do evento de através de um grupo influente dentro do partido verde inglês, capitaneados pela lider do grupo e representante no parlamento inglês Caroline Lucas, uma vez que todas as tentativas para a reconciliação entre governo e oposição tem falhado e existem novos comentários sobre conflitos e aumento da tensão naquela região.

Isso é um forte golpe do ponto de vista politico para o grupo da F1, que ainda tem vários parceiros comerciais que suportam a ideia da prova, entre eles, a McLaren, que tem apoio financeiro do governo Hamad Al Khalifa, e dos EUA, que vêem o governo do pais como importante aliado para operações militares no golfo pérsico e na exploração de petróleo. Isso e outras coisas oIco comentou em um post recente, inclusive o jogo de cena do governo americano.

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Este analista de sistema de 27 anos é amante de automobilismo e vive sonhando em ser piloto. Como nunca será, se satisfaz escrevendo sobre esta paixão.