25/07/2010
Opinião: Dois pesos e duas medidas no caso Ferrari
O fato é que apesar de ser proibida, a Ferrari sempre fez tal manobra porque ela pensa antes de tudo na conquista do objetivo maior que é o título da temporada. E estaria a equipe errada em desejar isto e de tomar certas atitudes discutíveis para chegar lá?
Temos grandes exemplos de que o jogo aberto entre os companheiros pode acabar muito mal: Williams em 1986, em que Nelson Piquet e Nigel Mansell se mataram e Alain Prost ficou com o título ou mais recentemente, em 2007, em que o mesmo Fernando Alonso e Lewis Hamilton deram de bandeja o título para Kimi Räikkönen.
Vale lembrar que o mesmo Felipe Massa, na equipe Ferrari, já se beneficiou de tal ordem em 2008. Na ocasião, GP. da China, Kimi Räikkönen foi ordenado a ceder a posição para o brasileiro, que estava melhor posicionado na tabela de classificação (vídeo abaixo):
Fernando Alonso estava 31 pontos na frente de Felipe Massa antes da prova e apenas na quinta posição do campeonato. Se a equipe quer mesmo e acredita que pode chegar ao título, o melhor que tinha a fazer era dar a ordem, para que o piloto melhor colocado no mundial tivesse melhores condições de brigar pelo título.
Que é feio, é, não discuto! Que o esporte fica manchado fica! Mas é preciso julgar da mesma forma quando o brasileiro que é prejudicado ou quando o brasileiro é beneficiado. Achar absurdo num caso e fechar os olhos no outro não é a atitude mais correta! Alguns tentam justificar que o caso era diferente, como se existisse meio erro! Ou erra ou não erra – ou é a favor ou contra as ordens de equipes! Se o Felipe aceitou passar o companheiro dois anos atrás, tem que aceitar ser ultrapassado!
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