06/06/2010
Stock Car – A procissão de Ribeirão
Por Rodrigo Mattar no @amilporhora

Acabou há pouco mais uma corrida, ou melhor, mais uma procissão da Stock Car no circuito de rua de Ribeirão Preto. Átila Abreu, líder do campeonato, saiu da pole position e venceu. Com méritos. Não se questiona aqui os méritos do Átila, que poderia ter feito carreira internacional porque é talentoso. Mas preferiu voltar ao Brasil pra andar na Stock.
O que se questiona é a validade de mais uma prova como esta no calendário, depois do que se viu ano passado em Salvador e com tantos autódromos fora de combate no território nacional. É uma tecla na qual não me canso de bater. Enquanto isso, Fortaleza, Tarumã, Guaporé, Cascavel, Goiânia, Brasília e Rio de Janeiro, só pra citar os principais exemplos, estão abandonados à própria sorte.
E onde fica a CBA nessa hora? Pois é… no domingo passado, quando começava o Racing Festival, o presidente Clayton Pinteiro estava fazendo não se sabe o quê em Indianápolis. E fica a pergunta: teria o digníssimo dirigente visto a Stock em Ribeirão Preto?
Teria visto que seus comissários puniram de forma errada o piloto Xandinho Negrão por um acidente que aconteceu na primeira largada, que foi anulada por uma bandeira vermelha?
Teria visto Antonio Jorge Neto bater e entrar DE MARCHA A RÉ nos boxes do circuito de rua?
É… e o pior é uma corrida programada para 37 voltas terminar com nove a menos porque, segundo eu ouvi, a bandeira vermelha foi acrescida ao tempo total da corrida. Piada ou brincadeira de mau gosto, só pode.
A corrida propriamente falando não existiu. Com zero de ultrapassagem entre os primeiros, onde os únicos que conseguiram escalar o pelotão foram Max Wilson, que de 11º foi pra quinto e Giuliano Losacco, que adotou uma estratégia inteligente para chegar em sexto após largar em 19º. Nem o pit stop foi como é normalmente: um reabastecimento fake sem troca alguma de pneus.
As coisas precisam mudar no automobilismo brasileiro. Ou muda-se a atitude ou então vamos para o mesmo buraco onde já se enfiaram muitos países que há anos não colocam absolutamente ninguém na Fórmula 1. Será que alguém consegue ser coerente e não vir com ofensas para comentar essa postagem?
Cartas para a redação.
Rodrigo Mattar é comentarista de automobilismo do Canal Sportv e editor do programa Linha de Chegada no mesmo canal.













































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