02/06/2010

Para onde vai o dinheiro do anunciante da Nascar?

Na revista Wired desse mês, me deparei com uma surpresa boa: uma menção à Nascar. Em uma página eles dissecam como se dá a distribuição de patrocínios nos carros, em uma categoria que abusa do jabá. Escaneei parte desta página e resolvi publicar aqui para vocês o que eles dizem.

No carro abaixo (aliás, o de Kyle Busch, o que eu pessoalmente acho um dos mais feios) podemos ver como se distribui cada patrocinador e quanta grana dá direito a o quê. Parece um carnaval de logos, mas há uma organização bem lógica.

Fiz uma tradução livre das explicações, logo abaixo da foto. Cliquem para ver no detalhe.

nascar_patrocinios

Title Sponsor: Seria o patrocinador principal da categoria, que inclusive dá nome aos campeonatos (Sprint Cup, Nationwide Series) e estampa seu logo em todos os carros, geralmente nas laterais. Parecido com a Stock Car aqui, que ano passado teve a Nextel no título e hoje tem a Caixa. O patrocinador-mãe deixa com a categoria US$ 75 milhões anuais e tem um contrato de exclusividade por 10 anos.

Existe também outros tipos de title sponsor, como a Coca-Cola, que patrocinou as 600 milhas de Charlotte, na semana passada. Não consegui levantar os valores específicos, mas a Coca-Cola deve ser um dos mais fortes investidores, já que é a bebida oficial do evento e patrocina vários pilotos. A venda dos tickets influencia até o seu programa de fidelidade (sim, a Coca-Cola tem um programa de fidelidade) nos EUA.

Primary Sponsor: O patrocinador principal de cada carro e/ou equipe. Gasta US$ 25 milhões para decorar a frente e a traseira com sua logomarca. Também pode influenciar nas cores principais do time e do carro e até variar os esquemas de cores de corrida pra corrida. Acima, a belezinha que os M&Ms fizeram com o número 18 de Kyle Busch.

Competition Sponsor: Patrocina fatores de suporte para as corridas. A Goodyear, por exemplo, provê todos os pneus, e a Sunoco toda a gasolina para o dia da corrida. O logo fica acima das rodas dianteiras.

Associate Sponsor: Pagam, por temporada, de US$ 1 a 4 milhões de dólares pra terem seus logos estampados nas laterais dianteiras das portas, como Snickers e Pedigree. Quanto maior o logo, maior o investimento.

Contingency Sponsor: Estão naquele espaço perto dos pneus. Por US$ 375 mil anuais podem também ter mini-competições e prêmios paralelos com suas marcas, como o O’Reilly Auto Parts Improvement Award.

Alguns trabalhos de marca podem ser mais discutíveis que outros, mas numa coisa devemos concordar: americano sabe ganhar dinheiro.

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é jornalista e profissional de internet, tem 30 anos e lembra bem das corridas de F-1 dos anos 80 porque passavam antes dos Trapalhões.
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  • http://minimaniaf1.blogspot.com Raphael

    Imagine um carro de F1 cheio de marcas assim. Talvez salvassem a F1 da crise. O problema é que não existem tantas indústrias endinheiradas interessadas em anunciar lá.

  • http://minimaniaf1.blogspot.com Raphael

    Imagine um carro de F1 cheio de marcas assim. Talvez salvassem a F1 da crise. O problema é que não existem tantas indústrias endinheiradas interessadas em anunciar lá.

  • http://www.thiagorsr.net Thiago S. Rosa

    E lembrando que os primary sponsors podem mudar durante a temporada. Se voce reparar, perto do pneu traseiro tem a marca da Interstate Batteries, que tem contrato para ser primary sponsor por 8 provas no campeonato da Sprint Cup. E a partir da mudanca do primary sponsor é que acontece as varias mudanças de pinturas durante toda a temporada. Alguns casos interessantes: a Sunoco é fornecedora de combustivel e somente ela pode patrocinar neste nicho. Porém a Shell burla esta lei patrocinando o carro do Kevin Harvick levando o logo do óleo Pennzoil, que é de propriedade dela, junto com o logotipo da própria Shell. Outro caso interessante: Brad Keselowski na maioria das corridas usa o carro número todo preto com detalhes em vermelho e o número 12 estilizado. As cores e o número são referencia a Verizon Wireless, que é primary sponsor dele mas não pode estampar seu nome no carro pois é concorrente direta da Sprint, que dá nome ao campeonato. Por conta deste veto da Sprint que passou a vigorar desde o ano passado, a AT&T também deixou de patrocinar o carro 31 de Jeff Burton, mas patrocina praticamente todos os intervalos durante a temporada e em alguns casos comprando até mesmo o nome dos programas relacionados com a Nascar. Enfim, a propaganda em qualquer liga americana é incrível, e na stock car americana não é diferente.

    • http://intensedebate.com/people/andersoncosta andersoncosta

      São uns vendidos mesmo. =P

      • http://minimaniaf1.blogspot.com Raphael

        Vendidos? Não, meu camarada, isso se chama sobrevivência.

  • http://www.thiagorsr.net Thiago S. Rosa

    E lembrando que os primary sponsors podem mudar durante a temporada. Se voce reparar, perto do pneu traseiro tem a marca da Interstate Batteries, que tem contrato para ser primary sponsor por 8 provas no campeonato da Sprint Cup. E a partir da mudanca do primary sponsor é que acontece as varias mudanças de pinturas durante toda a temporada. Alguns casos interessantes: a Sunoco é fornecedora de combustivel e somente ela pode patrocinar neste nicho. Porém a Shell burla esta lei patrocinando o carro do Kevin Harvick levando o logo do óleo Pennzoil, que é de propriedade dela, junto com o logotipo da própria Shell. Outro caso interessante: Brad Keselowski na maioria das corridas usa o carro número todo preto com detalhes em vermelho e o número 12 estilizado. As cores e o número são referencia a Verizon Wireless, que é primary sponsor dele mas não pode estampar seu nome no carro pois é concorrente direta da Sprint, que dá nome ao campeonato. Por conta deste veto da Sprint que passou a vigorar desde o ano passado, a AT&T também deixou de patrocinar o carro 31 de Jeff Burton, mas patrocina praticamente todos os intervalos durante a temporada e em alguns casos comprando até mesmo o nome dos programas relacionados com a Nascar. Enfim, a propaganda em qualquer liga americana é incrível, e na stock car americana não é diferente.

    • http://intensedebate.com/people/andersoncosta andersoncosta

      São uns vendidos mesmo. =P

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        Vendidos? Não, meu camarada, isso se chama sobrevivência.

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  • http://www.vidrotemperado-sp.com Vidro Temperado

    Com certeza Raphael, é aproveitar cada pedacinho para ganhar algum, rsrs
    Junior

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    Com certeza Raphael, é aproveitar cada pedacinho para ganhar algum, rsrs
    Junior