04/09/2009
[jogatina automobilística] Super Mario Kart – Super Nintendo, 1993
Vamos voltar ao começo da década de 90. Mais especificamente em 1993. O Super Nintendo vendia muito bem, obrigado, graças principalmente ao jogo Super Mario World, do bigodudo mais famoso do mundo dos games. E o console era algo bem avançado para a época, o que dava margem a gráficos muito bonitos e limpos, que pareciam suaves na tela da TV.
Até aquele momento, porém, não tínhamos jogos de corrida que parecessem bons na tela. Quando lançaram F-Zero (ainda vamos falar dele num próximo post), o primeiro jogo de corrida que já usava a tecnologia Mode 7 – que dá a perspectiva de ver a corrida por trás do carro com a pista bidimensional – , ainda era um jogo limitado, que não tinha a opção de dois jogadores porque processamento não dava conta. Como resolver esse problema? A resposta estava no chip DSP2, que era basicamente um mini processador a mais que ficava direto no cartucho, e que se somava ao poder de processamento do Super Nintendo. E o primeiro jogo que se aproveitou dessa técnica foi justamente um dos mais clássicos até hoje.
Super Mario Kart não era novidade como franquia do Mario, que já tinha lançado outros jogos paralelos no Nintendo (Dr. Mario, por exemplo). A novidade era ele estar num jogo de corrida aparentemente infantil e sem sentido. Muita gente não entendeu bem: o cara que pisava em monstros e pulava atrás de cogumelos no cockpit de um kart? Poderia soar como um caça-níqueis safado. Mas o jogo era bom. Muito bom. E simples. Você escolhia entre Mario e mais 7 personagens e tinha que ganhar as corridas em vários circuitos que lembravam as fases dos jogos anteriores do Mario. Uma das coisas mais divertidas do jogo é que ele era uma zorra muito bem equilibrada. Além de pisar no acelerador, você podia pegar itens na pista que te deixavam mais rápido, ou deixavam cascas de banana para os adversários escorregarem. E acredite, isso deixava o jogo disputado. Uma corrida nunca estava ganha até a última volta. Era não só um game divertido, mas um dos melhores jogos de corrida da história.
Lógico, o jogo vendeu que nem água. A Nintendo ainda relançou o jogo duas vezes no mercado, sempre esgotando as prateleiras das lojas. Chegaram a colocar o cartucho pelo preço absurdo (pra época) de 69 dólares no Natal, porque os vendedores sabiam que ia vender.
O sucesso desse jogo gerou cópias em outras franquias, como Crash Bandicoot e Mega Man. Até os Looney Tunes e o Mickey já tiveram seu joguinho de corrida. E incrivelmente não lançaram uma sequência deste jogo para Super Nintendo. Acabou ficando para o novo console a seguir, o Nintendo 64, que recebeu a versão Mario Kart 64, em 3D. A partir daí o comum era lançar uma versão de Mario Kart com cada novo console da Nintendo. Então outras sequências vieram para Gameboy, Gameboy Advanced, Gamecube, Nintendo DS e agora no Wii, com uma forma completamente nova de jogar aproveitando o Wii Motion. Todas as sequências são muito boas e fiéis ao espírito do primeiro jogo.
Aqui no Brasil esse jogo vinha em algumas edições do Super Nintendo. Eu tive esse cartucho e zerei. Como eu jogava com meu irmão esse game. O que dava mais raiva era você tomar uma bomba logo na última volta, enquanto liderava. E com as novas versões, isso contina acontecendo (rs). Ultimamente tenho jogado mais as versões para Nintendo DS (o jogo fica muito bom nas duas telas, talvez a melhor versão ever) e Wii.
Uma curiosidade: vocês sabiam que tem uma versão desse jogo para Arcade? E tem aqui no Brasil. Nós já jogamos lá no Shopping Morumbi, na zona sul. Quem estiver em São Paulo pode aproveitar.
[via Kombo]
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