20/08/2009

Como será a estréia de Romain Grosjean na Renault?

O piloto franco-suíço, de 22 anos, é a novidade da Renault para o GP da Europa deste ano. Após a demissão de Nelson Piquet e a punição recebida na Hungria, excluindo a equipe desta corrida, parece que o clima na escuderia francesa deu uma acalmada. Eles voltam a correr, pois a pena foi amortecida, convertendo-se em uma multa e o piloto cotado há tempos para a vaga finalmente fará a sua estréia.

Grosjean estréia na Renault

Talvez a pergunta mais apropriada para este artigo seja “Afinal de contas: quem é Romain Grosjean?”. Muitos já o conhecem da categoria de base da Fórmula 1, a GP2, mas o que ele fez antes? Será que realmente merece essa vaga e está preparado para assumir o cockpit?

Estreando no kart com 14 anos, Grosjean fez sua estréia nos monopostos em 2003, vencendo todas as dez corridas disputadas na Fórmula Renault Suíça. Em 2004, ele mudou para a Fórmula Renault Francesa, conquistando o sétimo lugar no campeonato, com uma vitória, e tornando-se campeão no ano seguinte, vencendo dez provas.

Com estes resultados, Grosjean ganhou a chance de participar do programa de desenvolvimento de pilotos da Renault, que foi o principal meio para chegar à escuderia de Fórmula 1. Após competir na Fórmula 3 Euroseries e na Fórmula 3 Britânica, no ano passado viu a chance de competir pela GP2.

Era o estágio final para chegar à tão sonhada categoria, que 10 entre 10 pilotos desejam estar um dia. Estreando pela fortíssima ART, venceu a primeira GP2 Asia Series, competição de curta duração, que serve para treinamento dos pilotos e acompanhamento da Fórmula 1 durante sua passagem por países asiáticos.

Na estréia pra valer na GP2, o desempenho não foi tão bom, mas Romain terminou a temporada em quarto, com duas vitórias, e foi o melhor estreante da categoria. Já no fim do campeonato, ele começou a enfrentar problemas com a chegada do alemão Nico Hulkenberg no time e se viu forçado a trocar de escuderia, indo para a Campos. Foram duas vitórias, em Mônaco e na Catalunya, e o piloto, até então brilhante, sumiu. Após estes bons desempenhos, sua melhor posição, em 10 provas, foram dois quartos lugares, em Silverstone e na Hungria.

Para quem estava tão cotado a assumir um cockpit de F1, esperavam-se resultados melhores. E pior: começaram a surgir comentários sobre o estrelismo do piloto. Um deles foi quando bateu com Franck Perera e foi tirar satisfação. Saiu do carro e bradou: “Quem você pensa que é? Aliás, quem é você”.

Esse fato fez com que aparecessem várias mensagens, especialmente no twitter, citando a antipatia de Grosjean e até mesmo de torcedores que já iriam fazer campanha contra ele. Piquet, ameaçadíssimo naquela altura do campeonato, descascou o abacaxi e condenou bastante a história.

Voltando para sua estréia, acredito que veremos uma atuação discreta, sem muita surpresa, mais para adaptação ao carro. Deve ser um desempenho parecido com o de Buemi, por exemplo. Talvez os desenvolvimentos nestas férias da categoria façam com que o carro esteja um pouco melhor, mas não tenho tanta certeza de que o piloto conseguirá extrair todo seu potencial, esse trabalho tem a cara de Alonso. Para resumir: não aposto minhas fichas, penso que terminará pra baixo de décimo (realmente espero estar enganada!).

Confesso que a minha vontade era a de ver Lucas Di Grassi estrear na Fórmula 1. O piloto também faz parte do programa de desenvolvimento da Renault, entrou na GP2 pela porta dos fundos, em uma equipe muito ruim, surpreendeu no ano passado, terminando em terceiro perdendo seis provas do campeonato, e continua remando na categoria. Pelo menos a fila andou um pouco e, quem sabe, logo surge uma oportunidade para ele.

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é jornalista e profissional de marketing em mídias sociais, tem 27 anos e, apesar de gostar de todo tipo de corrida, a Fórmula 1 é sua preferida.
  • http://twitter.com/josevitor José Vitor Lopes e Silva

    Essa vovó sem noção do tamanho do próprio carro vai correr na Formula 1? Então mataremos saudades do Katayama.