Rubens Barrichello: o linguarudo
Escrito por Bárbara Franzin em Jul 14, 2009 sobre Fórmula 1, Pilotos
A idéia inicial era fazer um post com comentários de fãs sobre as polêmicas declarações de Barrichello após o GP da Alemanha. Afinal, ninguém melhor do que eles para nos dar uma visão sobre essa questão que acompanham há anos e foi uma idéia que tive, pois achei um pouco injusto eu simplesmente dar minha opinião. É, isso é um blog, eu posso falar o que quero, mas às vezes acho melhor falar com quem sabe mais.
A querida Ingryd Lamas, do ótimo Athena Grand Prix, enviou a sua opinião e não posso fazer menos do que publicar na íntegra. Portanto, esse fica como o primeiro post da série que teremos sobre o tema.
Com vocês, Ingryd:
Gostar de Rubens Barrichello infelizmente não é uma escolha. Pelo menos não pra mim. Aprendi a admira-lo ainda quando criança, nos seus primeiros e brilhantes anos na Fórmula 1. Durante todo esse tempo, minha ocupação principal foi defender Barrichello, que constantemente era execrado pelo povo brasileiro que me cercava. Cresci achando e usando como defesa, que dentro do esporte, todos o amavam e que, fora do País, ele era sim admirado. Em sua primeira vitória, só tive a confirmação desse carinho, quando Coulthard e Hakkinen o ergueram aos céus, coisa que eu nunca tinha visto na categoria e nunca mais vi. Foi a certificação de que sim, ele era querido dentro do circo.
Com o tempo, essa crenças foram diminuindo, coincidência ou não, durante seus pesados e difíceis anos dentro da Ferrari. Passei a duvidar se esse carinho ainda existia e se ele realmente era reconhecido fora do Brasil. Mas não fazia diferença, não pra mim, que continuava torcendo, vibrando, chorando, reclamando e xingando, quaisquer que fossem os resultados de suas provas. Não tinha escolha, era isso que sentia, é o que ainda sinto.
Mas deixei de ser boba.
Se Rubens acerta eu comemoro, se erra eu critico, se é prejudicado (fico puta) aceito, não é assim que funciona o esporte?
O problema de Rubens Barrichello, o maior deles, é que seu pacote aerodinâmico inclui uma nada funcional língua, que tem o acompanhado desde sempre e que parece ter crescido nos últimos meses.
Sempre com declarações infelizes, e muitas vezes desculpas, Barrichello acaba por repelir mais ainda aqueles que não sentem simpatia por ele, e acaba por deixar seus fãs, em situações delicadas… Impossível de defender. Algumas pouquíssimas vezes porém, ele tem razão, e geralmente nessas vezes, coberto dela. O que assistimos até o ano passado, foi um piloto cabisbaixo, e que nem tinha muita oportunidade pra falar porque pouco era procurado, com o carro que tinha, não fazia diferença alguma no grid. O que sempre pedia, era o apoio dos brasileiros, já que Barrichello desde sempre veste a camisa do Brasil no esporte, apoio esse, que raramente teve. Já esse ano, Barrichello parece correr insandecidamente de outro rótulo, o de segundo piloto. Pra isso, tem recorrido a seu latim para afastar qualquer que seja a sombra desse fantasma.
Ainda na Espanha, Barrichello disse que se sofresse jogo de equipe, penduraria o capacete, com as exatas palavras: “não preciso disso, sou melhor que isso”. Ao término do GP da Alemanha, Barrichello deixou bem clara a sua fúria, de como mais uma vez a equipe o havia feito perder uma corrida. Não tocou no assunto jogo de equipe, não disse perder o primeiro lugar, e alegou que a parte dele, havia feito. Quer saber? Eu gostei, gostei de ouvir a declaração da Espanha, e gostei do que vi e ouvi após o GP alemão. Tive o privilégio de ouvir a versão original, a primeira, assim que ele saiu do carro para a BBC (que tem sido uma dádiva), tive a oportunidade de ver o olho de David Coulthard arregalado de susto e de assistir Eddie Jordan, seu ex-patrão, dizendo que o brasileiro iria se arrepender (vídeo ao lado). Gostei porque parece que finalmente Barrichello cansou de ser o segundo, cansou de ser o quieto e bonzinho, pode ser que tenha passado da hora, mas, antes tarde do que nunca.
Acho sim, que ele podia ter sido um pouco mais suave e talvez a imprensa não precisasse saber disso, mas foi dito. Barrichello não precisa mais abaixar a cabeça para mediócres atitudes de equipe, tem 37 anos, uma bela (sim, uma bela) carreira, com pontos que talvez sinta vergonha, mas que não diminuem seu talento e muito dinheiro no bolso, não precisa sofrer mais com isso, e é bom que não precise mesmo. E Barrichello tinha razão, a equipe deu sim uma aula de como perder uma corrida, não só com ele, mas com Button, uma EQUIPE, que inclui chefe, engenheiro, mecânicos, estrategistas, técnicos e pilotos. Perderam a diferença que tinham de pontos no campeonato, perderam o terreno que tinham em pista, perderam um terceiro e talvez segundo lugar na corrida, perderam um segundo e talvez terceiro lugar no campeonato e, com mais uma dobradinha da Red Bull correm o risco de perder o campeonato de construtores também. Barrichello teve culpa: não andou mais forte quando deveria, mas ao mesmo tempo, não foi ele quem calculou voltar atrás de Massa ou à frente dele. Não foi ele quem escolheu ficar preso atrás do outro brasileiro, não foi culpa de Barrichello, que seu carro não funcione tão bem no frio. Costumo dizer que com a sorte de Barrichello, eu certamente não sairia de casa.
Ele tinha razão, e ainda tem, dessa vez pelo menos. Mas concordo que um assessor de ombro, tipo um papagaio não lhe faria mal, alguem que pudesse freiar sua língua, que constantemente fala demais, e coisas que não temos necessidade de saber e ouvir.
O campeonato mais do que nunca está em aberto, abertíssimo, e enquanto matematicamente for possível um campeonato de Barrichello, não deixarei de torcer, mesmo sabendo, que será praticamente impossível, e que agora, com Vettel e Webber à frente, Rubens passou a ser mais uma vez coadjuvante. Quê? Sou fã de Barrichello, mas não sou tapada.
Se eu pudesse escolher, escolheria detestar Barrichello, certamente minha vida seria mais facil, mas não posso, então continuo esperando por essa tal vitória que ele ainda diz estar por vir, e sofrendo, toda santa corrida. Ser fã de Barrichello não é tarefa fácil, acho que quando tudo acabar, eu vou direto pro céu.
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Cobertura da etapa de Interlagos da Fórmula Truck!














Nossa, o post da Ingryd foi sensacional. Soube transitar mto bem entre o “ser torcedor” do Barrichello e o “ser crítico” dele ao mesmo tempo. Fenomenal!
Aproveitando, estou de mudança. O Blog da Fórmula Indy (BFI) dará um tempo e agora estou com um novo projeto, o Fanático por Carro (FanCars) onde falarei mais de automóveis mas continuarei falando sobre a Indy e outras categorias. Dia 20/07 ele começará oficialmente, espero que todos dêem uma passadinha lá em http://www.fanaticoporcarro.com. Vlw
Paulo Maeda | Jul 14, 2009 | Responder
Assino em baixo em tudo que está escrito. Dois pesos e duas medidas, se fosse o massa, estariam todos elogiando por nao ficar passivo, etc, etc, etc.
A F1 está que nem as declarações de futebol. Todo mundo é melindrado, que não pode falar isso, falar aquilo.
Se a Brown disse que ele nao tinha razão de reclamar, ja q a equipe fizera dobradinha. Agora nao tem razao nenhuma, pq trocou um possivel podio e um 5º, por um 5º e 6º.
Foi um show de incompetência da Brown!!
Sendo torcedor agora é Vettel ou Barrichello (missão impossível) como campeão no fim do ano.
Jozil de Lima | Jul 14, 2009 | Responder
Concordo plenamente com voce,Bárbara , Barrichelo é um piloto competente mas acho q ele tem um algoz chamado Ross Brawn, desde os férreos tempos da Ferrari. Acredito q o Sr Brawn elegeu Schumi e agora Jenson Button como os beneficiários maiores dos seus projetos. Incrível como na hora em que Rubinho está prestes a oferecer perigo ao companheiro de equipe, alguma coisa acontece, seja com o carro , seja através de uma ordem via rádio. O Sr Brawn, inteligente que é, reconhece o extraordinário talento q Rubinho tem no desenvolvimento de um projeto assim como para guiar os bólidos resultantes desta parceria mas , por alguma sórdida motivação que nem mesmo a Távola Redonda pudesse decifrar, ele não dá chances a Rubinho de ter um carro vitorioso. E nós, brasileiros, cuja auto-estima sempre foi muito baixa, exceto qdo o tema é a bola no pé, tratamos logo de desqualificar este grande piloto que tanto lutou para manter no pódio das nações o nome do Brasil. Apesar disto, existem pessoas de bom senso, como voce. Parabéns pela iniciativa.
carlos henrique lucena | Jul 14, 2009 | Responder
Eu sempre fui muito a favor da Rubens Barrichello em toda sua carreira. Não gostava de jeito nenhum daquelas brincadeiras que o Casseta e Planeta fazia e etc. Sempre achei que ele foi injustiçado na Ferrari e o defendia até o ano passado. Com toda sinceridade, passou pela minha cabeça que ele poderia ser até campeão, mas me enganei profundamente. Mesmo no auge de seus 37 anos e com muita experiência na Fórmula 1, nada mudou. Definitivamente Barrichello não nasceu para ser um campeão. Ele é bom piloto, mas faltou a estrela para abrilhantar sua carreira.
Bjos!
Leandro Montianele | Jul 14, 2009 | Responder
O Button pra mim é piloto de carro bom. Bastou dois GP’s dificeis pra Brown, que o Button ficou pra trás.
Jozil de Lima | Jul 15, 2009 | Responder
ahh, o que que eh isso … entao a Brawn eh uma equipe horrivel, ne?!
Voce ganha e perde como um time!
Sou fa de qualquer piloto que tiver carregando a banderinha verde e amarela….mas o Barrichelo ta frustrado mesmo pois esse era “o ano” e nao foi. O Button esta melhor. PONTO.
Reclamar da equipoe que tem te dado um dos melhores carros? Chega de complexo de inferioridade. Do ponto de vista da Brawn, eles tem que botar todas as cartas com o piloto que tem trazido resultados.
MotorBR.com | Jul 16, 2009 | Responder
Depois do gp alemao ficou claro a escolha da Brawn por Button,e Barrichello sabe disso ou até já sabia. Sua permanencia na equipe para 2010 ficou complicada,talvez até na F1. Ele provavelmente nao consegue se imaginar fora da F1 para continuar a se sujeitar a essas situaçoes de humilhaçao que tem passado.Infelismente sua língua continua lhe traindo,msm com toda sua longa experiencia.Como admirador e torcedor seu,nao gostaria de continuar ve-lo passar por tudo isso,se ainda nao esta por vir vexames piores,justo agora que a situaçao sob o controle de Ross convergiu para a equipe priorizar o piloto ingles,e Rubens mais uma vez,será obrigado a cumprir ordens e o papel de escudeiro,qdo necessario.Acreditar que ainda pode ser campeao é utopia,a equipe simplesmente nao deixaria,como nao está deixando nem vencer uma corrida. Será muita sorte Rubinho conseguir uma vaga em alguma equipe pra 2010.
leandro | Jul 19, 2009 | Responder
Quero aproveitar para deixar aqui meu protesto contra esses “comediantes de segunda ” que não perdem tempo pra fazer piadas de extremo mal gosto sobre o Grande piloto brasileiro Barrichelo se ele fosse mesmo um mal piloto não estaria nas pistas a 17 anos.Não sei o que falta nele pois pra mim ele é perfeito.Bjs Olivia 67 anos e super fã.
Olivia | Jul 28, 2009 | Responder
Não entendo onde acham argumentos,para dizer o Barrichello é um grande piloto.É só ver o currículo dele nestes 17 anos de F1,e façam uma comparação com os verdadeiros grandes pilotos brasileiros.Fitipaldi,Piquet,Senna.
Helio | Jul 29, 2009 | Responder
O Rubinho é um bom piloto. Ele acertava o carro do Schumacher e acertou também o do Jenson Button. Ele é um cara no nivel do Patrese, do Alesi, do Rosberg, do Reutmann. É um bom piloto. A questão é que ele tem uma visão muito romanceada da F1. Na Ferrari, ele visivelmente esperava ocupar o lugar do Schumi um dia — por tempo de serviço –, esquecendo-se que o cara era ADVERSÁRIO dele. Pureza sim, ingenuidade não. Aí entrava nessa de deixar passar, de acertar o carro para o cara.
O Piquet sempre viveu às turras com o Mansell, o Senna com o Prost. Piloto compete com outros pilotos. É do jogo. Piloto não espera o outro morrer ou sair para tomar o lugar.
Outra coisa, que para mim mostra muito o que é o Rubinho : o Schumi saiu da Ferrari (aposentou depois de 7 títulos), ele, Rubinho, ficaria como piloto nº 1 da Ferrari e o que fezm no entanto ? Foi para a Jordan ! kkkkkkkk. Imagine vc separar da Ana Hickman para juntar os trapos com a Araci de Almeida. Foi isso que ele fez. Um medo descomunal de ganhar, de ser campeão. Porque se ele tem condições para ser campeão e não é, não teria como justificar, percebe ?
Por fim, o Rubinho é muuuuuuiiito chorão. Demais. Tudo é culpa dos outros, é complô, é armação, etc. O Rubinho deveria assumir a situação – seja ela qual for – como algo decorrente da conduta dele. Ponto. Há inumeros pilotos que, como o Rubinho, nunca ganharam nada e nem por isso ficavam se lamuriando pelos cantos.
O Helio tem razão também. O Rubinho não é um grande piloto. É um bom piloto, mas não é grande. Temos que parar de sentir pena desse cara. Quando ele deixou o Schumi passar, e foi criticado, disse que as críticas da torcida não o ajudavam a cumprir o contrato com a Ferrari.
Então tá.
antonio minhoto | Aug 3, 2009 | Responder
O Antonio Minhoto é muito crítico um tanto ilário e respeito profundamente sua opinião , mas como apreciadora de F1 eu continuo com a minha opinião que Barrichello é sim um grande piloto. bjs
Olivia | Aug 4, 2009 | Responder
Eu não acredito no que estou lendo, acho que vcs relamente andaram assistindo muito o Galvão narrar a F-1. EM 1º lugar não é pelo fato de um piloto ser brasileiro que temos que achar que êle é o melhor do mundo. Quando êle optou pela Ferrari ele sabia o que estava fazendo, preferiu a grana para ser o 2º, a Ferrari simplesmente optou pelo melhor, quem não faria o mesmo?? O cara é bom carater, bom pai, acredito que bom marido, honesto, bem intencionado, mas parou por aí. TOP o cara não é messsssmo. A grande verdade é que o Rubinho não passa de mais um piloto como tantos outros, não deu certo. Palavras do sr. Galvão Bueno: “O Barichello e o piloto que mais GPs pilotou na história da F-1.” OK, mas me digam; quantas corridas êle conseguiu vencer, que é o que realmente interessa?? Se não me engano o número de vitórias foi praticamente o mesmo que o Massa teve em apenas uma temporada. Gente prestem atenção, sempre acontece alguma coisa. Na Ferrari era o “alemão mau”, como se a equipe não tivesse o direito de optar pelo melhor piloto, depois o carro não era competitivo, uma ora choveu, outra não choveu, são os freios, são os pneus, é a asa, blá, blá, blá. Eu já ouví de tudo. Na verdade tem um coisa que batizei de “FATOR BARICHELLO”. O cara não tem estrêla, ou seja a sorte dos grande campeões. Este ano êle ficou todo o campeonato em seu “eterno” 2º lugar,( e olha que estou sendo benevolente com eterno 2º), e no final, na última corrida da temporada, eis que surge novamente “O FATOR BARICHELLO” e êle consegue perder o vice campeonato para o Vetel, outro alemão. O destino as vêzes sabe ser cruel, outro alemão. Vocês perceberam? Quando êle corria pelo campeonato no máximo conseguia o vice, agora êle corria pelo vice e perdeu também. Tenho ou não tenho razão?? Rubinho, não é nada pessoal, mas contra fatos não existem argumentos. Cara, larga de correr e vai trabalhar junto com seu grande torcedor Galvão Bueno, lá êle vai ficar sempre ter enaltecendo e relembrando de como a Ferrari e o alemão te sacanearam durante todas aquelas temporadas.Pois depois de você é o Galvão que mais desculpas sabe dar para explicar seus fracassos.
Fernando | Dec 8, 2009 | Responder