Button: um novo “velho” ídolo inglês?
Escrito por Colaborador Velocidade em Apr 15, 2009 sobre Fórmula 1, Pilotos
Por: Everaldo Lima Jr.
A mídia e o público que acompanham a F1 na Grã-Bretanha estão diante de um “dilema”: um piloto, que já foi candidato a título – e a ídolo – anos atrás foi completamente esquecido com o furacão Hamilton. Somado aos péssimos resultados obtidos por uma equipe-montadora, que tinha tudo para ser uma das melhores da década com a temporada de 2004 com a então BAR, todos sabem que nos referimos à Honda.

Trata-se de Jenson Button: considerado um melhores da geração de pilotos ingleses pós-Damon Hill, quiçá também, pós-Mansell. Button estreou na F1 na Williams, em 2000, no primeiro ano da parceria da equipe de Grove com a BMW. Substituiu Alessandro Zanardi, bicampeão na CART em 1997-98 e que não obteve bons resultados na mesma equipe em 1999. Passou por uma espécie de “vestibular” com outro jovem piloto, o brasileiro Bruno Junqueira (que em 2001 substituiu Juan Pablo Montoya na Ganassi e seguiu carreira nos EUA). Foi mais rápido do que o brasileiro nos testes e conseguiu a vaga. Desde essa época já mostrou que é um piloto muito rápido, que tendo um bom carro nas mãos, sabe tirar proveito dele.

Em 2001, com a chegada de Montoya à Williams, foi para a Benetton, em cacos e pré-vendida a Renault, onde ficou amargando posições da zona intermediária para trás. Permaneceu por lá quando a equipe passou a ser Renault em 2002, onde fez um campeonato bem mediano. Se mudou para a BAR em 2003, onde obteve resultados melhores, superando até o “mandão” da equipe na época, Jacques Villeneuve.
Em 2004 e 2005, obteve excelentes resultados, ajudando a colocar a BAR como segunda melhor dos Construtores em 2004, mas só conseguiu sua 1ª vitória em 2006, no GP da Hungria, uma corrida que foi meia decidida na base da loteria provocada pela chuva.
Após vieram os anos em que a Honda se arrastou por completo, enterrando os anos de trabalho e evolução que a BAR adquiriu anteriormente. E pilotos do porte de Button e Barrichello mofando nas últimas posições do grid.

Eis que chega o mês de dezembro de 2008. A digníssima Honda anuncia que está se retirando do circo da Fórmula 1, deixando Jenson temporariamente desempregado. Ross Brawn se esforça em não perder a equipe, a assume, consegue o fornecimento dos motores Mercedes e um patrocinador de última hora para, ao menos, as primeiras corridas.

E consegue duas poles, duas vitórias, com uma dobradinha logo na 1ª corrida, em Melbourne. E foi justo com Jenson, um piloto que outrora fora praticamente escanteado pela mídia inglesa e agora é apontado como forte candidato ao título, ao menos neste início eletrizante de temporada. Em contrapartida, Lewis, dito “o cara” pela imprensa britânica a todo o mundo, está amargando uma fase daquelas, junto à McLaren. Finalmente, reconheceram que Jenson pode ser esse “cara”? Ou ainda reconhecerão?
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Cobertura da etapa de Interlagos da Fórmula Truck!














Uma coisa eu posso confirmar, a m[idia especializada, jornais, resvistas, sites e amantes da F1 por aqui estão estonteantes com essa reviravolta do Button, eles bem curtem uma história de cinderela por aqui.
Mas nao se enganem, Hamilton não está esquecido, meio ofuscado, mas Hamilton é ídolo por aqui, e será pra sempre acredito, enquanto Button ganha, Hamilton ganha mais fama por ter feito “duas ótimas corridas de recuperação”
aparece sempre nas matérias ao lado de Buttom
os Ingleses estão nas nuvens!!!
Ingryd Lamas | Apr 16, 2009 | Responder
Aqui na terra da Rainha é consenso. Por mais que fase de Button seja não dá para compara-lo a Hamilton. Hamilton é o cara. Ele fez mais em dois anos do que Button a carreira inteira.
lenny | Apr 16, 2009 | Responder
Boa Tarde a todos =)
Fico feliz que estejam comentam o artigo que produzi sobre Jenson Button. =D
Bom, respondendo: de fato não há como comparar Hamiltom com Button. De fato, Lewis fez em dois anos o que Jenson demorou em seis, mas, venhamos e convenhamos: agora, depois de 9 anos de Formula 1, Button tem um excelente carro em mãos que lhe está dando condições de mostrar o ótimo piloto que é. Nem na BAR em 2004, que foi o melhor carro que ele guiou até início desse ano, ele possui agora reais condições de disputar vitórias e o campeonato. Outra: Button pegou muitos carros ruins, como havia citado no artigo, ao contrário de Hamilton, que pegou dois foguetes em suas mãos. Agora que está “sentindo o gostinho” de como é dirigir um carro mal-nascido, ele possui a excelente oportunidade de mostrar o quão bom ele é. E saliento: acredito que se Button tivesse pego um carro como BP001 antes, teria conquistado muito mais vitórias, e dividiria muito mais as atenções com Hamilton.
Everaldo Lima Junior | Apr 16, 2009 | Responder