16/02/2009
Sai Barrichello, entra Senna? Mas peraê, a equipe vai alinhar?
Hoje Bruno Senna começou um belo barulho. A revista italiana Autosprint, em matéria do jornalista Cesare Mannucci, e o jornal "Folha de S. Paulo", por meio de Fábio Seixas, comunicam que Senna estaria assinado com a Honda e que o acordo duraria três anos. A "Autosprint" traz uma entrevista com Bruno em que o piloto confirma o contrato. Trecho da entrevista abaixo, retirado do blog do Fabio.
"É melhor estrear na F-1 nessas condições difíceis do que ficar de fora. Será uma estreia complicada, mas, pelo menos, não teremos pressões nem expectativas. A Honda não era considerada uma equipe grande até o ano passado, então a pressão será pouca, e isso ajudará na minha adaptação, que deve ser rápida e tranquila. Para ajudar mais, posso dizer que já conheço a pista de Melbourne, pois disputei e venci lá pela F-3 australiana".
Ainda não é algo certo. A assessoria de imprensa de Bruno negou a informação para o site Grande Prêmio, e o jornal inglês Daily Telegraph nega a contratação. Mas se isso for confirmado nas próximas horas (ou dias), é a concretização de algo meio óbvio. A Honda precisa de um nome forte que sustente sua volta ao grid de largada. Qual a melhor jogada, então? Rubinho, que vinha de um histórico péssimo com temporadas sem nenhum ponto e já desgastado, ou Bruno, que tem um bom aproveitamento na GP2 e tem o sobrenome Senna?
Creio que Bruno tem capacidade para estar na F-1. Não será algo meteórico como seu tio – longe desse tipo de comparação, aliás. Imagino ele com um perfil parecido com o de Nelsinho: apanhando, caindo e levantando. Sendo bem otimista, pode chegar ao perfil de um Vettel: correr bem e surpreender a todos.
E um detalhe importante: a equipe vai mesmo alinhar? Todo mundo está querendo isso, até Bernie Ecclestone. Por enquanto a equipe tem um aporte financeiro que a garante nas primeiras quatro corridas. É tenso o ambiente para garantir a Honda em Melbourne, em março. Pode ser um contrato assinado para, literalmente, nada.
Uma consequência: restariam a Indy ou a Stock Car pro Rubinho conseguir sentar em um cockpit ainda este ano. O que é um triste desvio de carreira pra Barrichello, que brigou até o fim para estar na F-1 em 2009. E ainda briga, segundo o jornalista Téo José.
Mas de novo: ainda não é nada certo. Falta o carimbo, o anúncio oficial. Até lá, segurem os flames, pois nem mesmo este post vale alguma coisa se a contratação for só um boato. A conferir.
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