Ao final da temporada de 2007, vimos que Ferrari[bb] e McLaren[bb] dominaram a temporada com oito vitórias para cada, sendo que Kimi venceu cinco vezes, já que em prol da equipe Massa abriu mão da vitória em Interlagos[bb]. Se isso não tivesse acontecido, Raikonen, Hamilton, Alonso e Massa teriam quatro vitórias cada um.

Até agora foram realizadas onzes provas na temporada de 2008 e podemos afirmar que não mudou muita coisa. Ferrari e McLaren ganharam cinco provas cada uma, com uma intrometida BMW[bb] conseguindo uma vitória.

Na verdade, a história seria outra se o motor[bb] de Massa não estourasse a três voltas do fim no GP da Hungria. Ele teria quatro vitórias junto com Hamilton e a Ferrari lideraria no quesito vitória com seis contra cinco da McLaren. Mas como o “Se” não existe e o motor de Massa estourou, a vitória de Kovalainen fez com que outra coincidência se formasse na F-1 atual. O critério de vitória e de poles são exatamente os mesmos até agora. Vejamos:

Hamilton possui quatro vitórias (Austrália, Mônaco, Inglaterra e Alemanha) e mais quatro poles (Austrália, Canadá, Alemanha e Hungria). Massa vem logo atrás com três vitórias (Bahrein, Turquia e França) e três poles (Malásia, Turquia e Mônaco). Raikkonen tem duas vitórias (Malásia e Espanha) e duas poles (Espanha e França). Kubica tem uma vitória (Canadá) e uma pole (Bahrein) e Kovalainen também uma vitória (Hungria) e uma pole (Inglaterra).

Aparentemente os protagonistas dessa temporada andam revezando entre si nos quesitos vitórias e poles. Outro fato interessante é que como a FIA passou o GP da Turquia para o começo do ano, a Ferrari teve no começo da temporada a oportunidade de se firmar nos circuitos em que levou vantagem ano passado, como Bahrain, Espanha e França, dando a impressão de que dominaria a temporada. Só que por causa dessa inversão, a seqüência de circuitos que favoreceram a McLaren ano passado aconteceram logo em seguida, assim ela venceu Mônaco, Inglaterra, Alemanha e Hungria.

Das sete provas que faltam, duas são novíssimas (Valência e Cingapura) e não tem como saber quem levará vantagem. Nas demais há um certo favoritismo para a Ferrari, que ano passado se deu bem na Bélgica, na China e no Brasil, enquanto a McLaren venceu em Monza, Itália e no Japão.

A favor da McLaren há o fato de a Ferrari não ter um primeiro piloto, embora Massa esteja em um momento melhor que Raikkonen. Só para curiosidade, no quesito volta mais rápida, Raikkonen lidera com sete (Espanha, Turquia, Mônaco, Canadá, França, Inglaterra e Hungria), Kovalainen tem duas (Austrália e Bahrain) e Heidfeld mais duas (Malásia e Alemanha). Isso mostra nitidamente que o melhor piloto de cada equipe não se aponta pelo quesito volta mais rápida, já que Raikkonen só está na frente de Massa na tabela por causa de problemas de equipamento e estratégias equivocadas pela equipe durante a temporada.

Com tantas igualdades, essa parece ser mais uma temporada a ser decidida no detalhe, só espero que não seja na sorte, pois aparentemente ela só esta pendendo para um lado. E que o campeão não seja daqueles postulantes ao título, o mais sem graça como foi no ano passado com Raikkonen, o piloto mais chato da F-1 da nova geração, que foi campeão do mundo graças a ajuda de Massa na última prova do ano, sem ter feito nenhuma exibição de gala ou uma grande ultrapassagem significativa durante toda a temporada.

Os dados desse ano também comprovam que se ano passado os protagonistas da temporada foram Hamilton e Alonso, esse ano fica por conta de Hamilton e Massa, salvo algum problema quando um dos carros domina em determinada pista, são eles que lideram suas equipes, embora a imprensa européia teime em não botar muita fé no brasileiro.

Enquanto as férias de três semanas acontecem na F-1, no dia 24 de Agosto veremos pra que lado os dados e as estatísticas irão pender, nesse que é, não só nos dados, mas também nas pistas o melhor campeonato dos últimos tempos.