O primeiro brasileiro a fazer fama no mundo do automobilismo foi Chico Landi, que com um quarto lugar, foi o primeiro brasileiro a marcar pontos no principal campeonato mundial de carros, a F-1. Fora isso, ele também consquistou outras vitórias em provas de competições mundo afora.

Para nós, a F-1 não voltou a ser como na era Senna com total domínio brazuca nas pistas como foi de 88 à 93, mas está muito melhor do que em muitos anos. De dois anos pra cá voltamos a ver nosso País com real chance de vitória de  títulos e de muitos pódios. Tudo bem que de 2000 até 2005, Rubinho tinha conquistado muitos pódios, mas nunca teve uma real chance de título na chamada era Schumacher. Confesso que esperava por isso desde 2006 quando Barrichello assinou com a Honda e Massa com a Ferrari. Porém, foram precisos dois anos e duas temporadas e meia para que isso acontecesse.

Esse ano os pilotos brasileiros igualaram um fato que só tinha acontecido uma única vez em 58 anos de F-1. O fato de três brasileiros conseguiram ir ao pódio na mesma temporada. Massa com três vitórias e alguns pódios, Barrichello na Inglaterra e Piquet Jr. na Alemanha igualaram o feito de Senna, com seis vitórias, Piquet pai com duas vitórias e Roberto Moreno com um segundo lugar no ano de 1990.

Mas mais de dois brasileiros estando no pódio ou até mesmo dividindo-o já aconteceu por várias vezes. A primeira foi em 1972 com Emerson e Pace no GP da Áustria. Em 1974, ano do bi de Emerson, Pace conseguiu outro pódio com um segundo lugar no GP dos EUA.

Em 1975, auge da dupla, duas dobradinhas com uma vitória pra cada, sendo a de Pace no Brasil. Com Emerson indo para a equipe Fittipaldi e Pace morrendo em um acidente de avião em 1977, o Brasil só voltou a ter dois pilotos no pódio na mesma temporada em 1980 com Piquet em primeiro e Emerson em terceiro. Primeiro pódio de um e último do outro.

Até que veio a era de ouro do Brasil na F-1 e já em 1984, Piquet e Senna chegaram ao pódio. Piquet com duas vitórias e um segundo lugar e Senna com um fantástico segundo lugar em Mônaco e mais um terceiro em Portugal deram mostras do que nos esperava para o futuro. Em 85, ambos venceram corridas e no GP da Itália, com Piquet em segundo e Senna em terceiro, conseguiram seu primeiro pódio juntos.

Já em 1986, ano mágico para quem gosta de corridas, Senna venceu duas, Piquet quatro e fizeram três dobradinhas todas com Piquet na frente, sendo uma delas no Brasil. O ano seguinte não foi diferente Senna e Piquet fizeram quatro dobradinhas com cada um ganhando duas. No começo da era Senna em 88, onde ganhou oito corridas, Piquet conseguiu dois pódios. 1989 foi um ano que passou em branco, mas Gugelmin, com um terceiro lugar no Brasil, seguiu junto com Senna essa história de termos dois brasileiros no pódio ininterruptamente desde 1984.

1990 foi o ano histórico, como já citamos no começo deste texto, de quebra com duas dobradinhas, Senna / Piquet no Canadá e Piquet / Moreno no Japão. Noventa e um prometia com Senna na McLaren e Piquet e Moreno na Benetton. Porém, Moreno não foi ao pódio e acabou perdendo seu lugar para Schumacher. Piquet venceu sua última corrida no Canadá, Senna foi campeão com sete vitórias e os dois dividiram o pódio pela última vez no GP da Bélgica. Poderia ter sido na Austrália, mas os comissários interromperam a corrida por causa da chuva quando Senna era primeiro e Piquet segundo, anulando a volta e fazendo valer a penúltima quando Piquet era quarto. Essa foi a última corrida de Nelson na F-1 e com ela o fim da era de dois brasileiros no pódio.

Foram exatos 17 longos anos de espera, mesmo com os mais de 60 pódios de Barrichello, a maioria chegando em segundo, algo que nós brasileiros esperávamos voltou a acontecer. Esse ano voltamos a liderar um campeonato depois de 15 anos, temos chance de vitórias em todas as corridas e estamos vendo mais de um brasileiro no pódio. De repente, depois da era Schumacher, a F-1 voltou a ter graça para nós. Não que se tenha atingido o nível de nossa era mágica, mas que está bonito de se ver, isso está.