15/05/2008

Arquibancadas vazias em Interlagos

Muitos carros, mas arquibancadas às moscas

No último fim de semana fui até Interlagos acompanhar a GT3 e a Fórmula 3 Sul Americana. As corridas estavam animadas, a turma que eu fui também, mas a decepção foi encontrar as arquibancadas praticamente vazias.

Já me falaram que isso pode ter sido por conta do calendário com a Fórmula 1 e Dia das Mães no mesmo fim de semana, mas eu acredito que é pura falta de divulgação e interesse da população. Atualmente, para assistir uma etapa da Stock Car, há congestionamento nos arredores do autódromo, o ingresso é bem salgado – em torno de 20 reais – e você precisa chegar cedo, senão perde lugar na arquibancada. O que levou a acontecer esse inchaço nas provas? Dinheiro, muito dinheiro. E claro, a transmissão da Globo.

Acompanho a categoria há alguns anos e posso dizer, com certeza, que antes não era assim. Pontos e méritos da Vicar, que conseguiu realmente um crescimento estrondoso da Stock. Por outro lado, vemos categorias interessantíssimas deixadas às moscas. Um grid com Emerson e Wilson Fittipaldi, cada um com seus quase 50 anos de automobilismo nas costas e muita representatividade para o Brasil, deveria merecer mais respeito. E para entrar no autódromo bastava a doação de um quilo de alimento. Não ia doer pra ninguém, ia?

Daqui pra frente, eu tenho uma nova conduta: prefiro ir em categorias menos conhecidas, mas que me livram de certos tumultos, como da F-1, e do rombo no bolso. Com isso, tenho duas recompensas: acompanho disputas bem interessantes e ajudo o automobilismo nacional a crescer ainda mais. E vocês, o que preferem?

*Post publicado originalmente no Automobilismo em Debate.

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é jornalista e profissional de marketing em mídias sociais, tem 27 anos e, apesar de gostar de todo tipo de corrida, a Fórmula 1 é sua preferida.
  • http://plogdopezzolo.blogspot.com pezzolo

    concordo!
    onde vc ficou barbara? será que na gt3 liberam credencial pra blog? porque na sotck, eu pedi e recusaram com esse discurso…

  • http://plogdopezzolo.blogspot.com pezzolo

    concordo!
    onde vc ficou barbara? será que na gt3 liberam credencial pra blog? porque na sotck, eu pedi e recusaram com esse discurso…

  • http://www.velocidade.org Bárbara Franzin

    Oi Pezzolo,

    Não tive nenhuma credencial, vi que no site deles há área para isso, mas não tentei para essa prova. Na verdade, fiquei no S do Senna, pois descobrimos uns meios de acessar os locais exclusivos, hehehehe.

    A Stock é bem difícil de liberar credencial, tem algumas competições mais “vips” nas quais os blogs são completamente ignorados. Uma pena. Mas essa é discussão pra um ooooutro post, hehehehe.

  • http://www.velocidade.org Bárbara Franzin

    Oi Pezzolo,

    Não tive nenhuma credencial, vi que no site deles há área para isso, mas não tentei para essa prova. Na verdade, fiquei no S do Senna, pois descobrimos uns meios de acessar os locais exclusivos, hehehehe.

    A Stock é bem difícil de liberar credencial, tem algumas competições mais “vips” nas quais os blogs são completamente ignorados. Uma pena. Mas essa é discussão pra um ooooutro post, hehehehe.

  • http://www.pontodeignicao.com.br Felipe Mafra

    Apesar de nunca ter ido à interlagos (:vergonha:) acho uma pena uma categoria tão bacana como a GT3 não ter público. E o preço baixo não está adiantando nada, né? Uma boa divulgação faz milagres.

  • http://www.pontodeignicao.com.br Felipe Mafra

    Apesar de nunca ter ido à interlagos (:vergonha:) acho uma pena uma categoria tão bacana como a GT3 não ter público. E o preço baixo não está adiantando nada, né? Uma boa divulgação faz milagres.

  • Cristiane Del Gaudio

    Acontece que a Stock Car existe desde 1979 e o GT3 é realizado pelo segundo ano no Brasil. Mesmo com intensa divulgação, as pessoas demoram para absorver coisas novas. Apesar disso, considero equivocado dizer que a divulgação foi incipiente, pois todas as TVs cobriram e, principalmente, as especializadas. Ou seja, o GT3 já rompeu algumas barreiras, mas vai chegar lá. É uma questão de tempo o público se dar conta e lotar as arquibancadas.
    Acredito que você não tenha a informação de que o GT3 também abraçou uma causa social e estava promovendo a troca de ingresso por um quilo de alimento não perecível. A arrecadação foi de 1.640kg. Isso significa que mais de mil e seiscentas pessoas passaram pelo evento no fim de semana, mesmo com F1 e Dia das Mães. É pouco? Pode ser… Mas não para um evento com um ano existência.

  • Cristiane Del Gaudio

    Acontece que a Stock Car existe desde 1979 e o GT3 é realizado pelo segundo ano no Brasil. Mesmo com intensa divulgação, as pessoas demoram para absorver coisas novas. Apesar disso, considero equivocado dizer que a divulgação foi incipiente, pois todas as TVs cobriram e, principalmente, as especializadas. Ou seja, o GT3 já rompeu algumas barreiras, mas vai chegar lá. É uma questão de tempo o público se dar conta e lotar as arquibancadas.
    Acredito que você não tenha a informação de que o GT3 também abraçou uma causa social e estava promovendo a troca de ingresso por um quilo de alimento não perecível. A arrecadação foi de 1.640kg. Isso significa que mais de mil e seiscentas pessoas passaram pelo evento no fim de semana, mesmo com F1 e Dia das Mães. É pouco? Pode ser… Mas não para um evento com um ano existência.

  • http://www.pontodeignicao.com.br Felipe Mafra

    @Cristiane

    Também acho que pode ser uma questão de tempo as arquibancadas lotarem e o pessoal absorver a novidade, mas no caso da Fórmula Truck por exemplo, na 1a corrida em 1995 ela já teve um público de 20 mil pessoas com apenas 7 caminhões na pista. Acredito também que cada caso é um caso e todos têm suas peculiaridades, portanto as comparações podem não ter tanto valor mas algumas coisas sempre podem ser feitas pra melhorar e bons exemplos sempre ajudam.

    Na post da Bárbara tem um comentário sobre a causa social, o que é bem bacana e um ótimo exemplo pra outras categorias e eventos. :)

    Só discordo quando disse que o público atual da categoria é aceitável pra um ano de existência. Será que as metas da organização da categoria, dos pilotos e patrocinadores estão baixas assim? Isso me surpreenderia… 1 ano é um tempinho bão.

  • http://www.pontodeignicao.com.br Felipe Mafra

    @Cristiane

    Também acho que pode ser uma questão de tempo as arquibancadas lotarem e o pessoal absorver a novidade, mas no caso da Fórmula Truck por exemplo, na 1a corrida em 1995 ela já teve um público de 20 mil pessoas com apenas 7 caminhões na pista. Acredito também que cada caso é um caso e todos têm suas peculiaridades, portanto as comparações podem não ter tanto valor mas algumas coisas sempre podem ser feitas pra melhorar e bons exemplos sempre ajudam.

    Na post da Bárbara tem um comentário sobre a causa social, o que é bem bacana e um ótimo exemplo pra outras categorias e eventos. :)

    Só discordo quando disse que o público atual da categoria é aceitável pra um ano de existência. Será que as metas da organização da categoria, dos pilotos e patrocinadores estão baixas assim? Isso me surpreenderia… 1 ano é um tempinho bão.

  • Agostino

    Eu sou italiano, desculpem o portougues.
    Me parece que os brasileiros alem de ter pouco dineiro no bolso, tem mais interesse pelos pilotos (solo se forem brasileiros) que pelos carros en si ou pelo prazer de ver pilotar. Enfim pela mecanica que envolve os carros de corrida. Me parece que gostam
    de carro ma solo para esibirlos.(status).
    Por isso es dificil e ter sentido em organizar corridas de varias categorias em Brasil.
    Ciao, ex piloto Agostino

  • Agostino

    Eu sou italiano, desculpem o portougues.
    Me parece que os brasileiros alem de ter pouco dineiro no bolso, tem mais interesse pelos pilotos (solo se forem brasileiros) que pelos carros en si ou pelo prazer de ver pilotar. Enfim pela mecanica que envolve os carros de corrida. Me parece que gostam
    de carro ma solo para esibirlos.(status).
    Por isso es dificil e ter sentido em organizar corridas de varias categorias em Brasil.
    Ciao, ex piloto Agostino

  • http://www.velocidade.org Bárbara Franzin

    Concordo com o Felipe, pois só depende da própria categoria querer crescer.

    Agostino, os brasileiros até tem dinheiro, mas só assistem as corridas que os convem. A F-1 sai em média uns 400 reais por pessoa, isso o valor do ingresso mínimo. E todo ano, temos arquibancadas lotadas. Para a GT3, você só precisava doar um quilo de alimento. Ou seja, quase nada. É uma pena que isso aconteça e o que eu tento fazer aqui no Velocidade é exatamente um pouco disso: incentivar as pessoas a irem até o autódromo e acompanharem essas categorias diferenciadas e que às vezes são até mais legais que as mais conhecidas e tradicionais.

    Obrigada pela visita!

    Abs,
    Bárbara

  • http://www.velocidade.org Bárbara Franzin

    Concordo com o Felipe, pois só depende da própria categoria querer crescer.

    Agostino, os brasileiros até tem dinheiro, mas só assistem as corridas que os convem. A F-1 sai em média uns 400 reais por pessoa, isso o valor do ingresso mínimo. E todo ano, temos arquibancadas lotadas. Para a GT3, você só precisava doar um quilo de alimento. Ou seja, quase nada. É uma pena que isso aconteça e o que eu tento fazer aqui no Velocidade é exatamente um pouco disso: incentivar as pessoas a irem até o autódromo e acompanharem essas categorias diferenciadas e que às vezes são até mais legais que as mais conhecidas e tradicionais.

    Obrigada pela visita!

    Abs,
    Bárbara

  • Agostino

    Ciao Barbara, é Agostino che ti scrive.
    Ti devo rispondere che , oh desculpa…. tenho que te responder que as pessoas que
    vam na F1 son una elite !!!!! (400 R$ pelo brasileiro comun é muito dineiro!!!! es uma possibilidade para pocos……mas una discriminacion infelizemente)
    Ciao, Agostino

  • Agostino

    Ciao Barbara, é Agostino che ti scrive.
    Ti devo rispondere che , oh desculpa…. tenho que te responder que as pessoas que
    vam na F1 son una elite !!!!! (400 R$ pelo brasileiro comun é muito dineiro!!!! es uma possibilidade para pocos……mas una discriminacion infelizemente)
    Ciao, Agostino

  • http://www.velocidade.org Bárbara Franzin

    São elite, mas muitos poderiam ir em outras competições também, não é?
    A população, principalmente a que mora lá perto, poderia ter uma diversão diferenciada e por um preço super barato. Geralmente, o shopping que fica lá perto lota aos sábados e o autódromo fica vazio. Enfim, também temos que ver que é questão de gosto, nem todo mundo gosta de autódromo e corrida. :)

  • http://www.velocidade.org Bárbara Franzin

    São elite, mas muitos poderiam ir em outras competições também, não é?
    A população, principalmente a que mora lá perto, poderia ter uma diversão diferenciada e por um preço super barato. Geralmente, o shopping que fica lá perto lota aos sábados e o autódromo fica vazio. Enfim, também temos que ver que é questão de gosto, nem todo mundo gosta de autódromo e corrida. :)

  • Agostino

    Ciao Barbara,
    concordo con a tua frase “non todos gostam de corridas e de carro no circuito”.
    Provavelmente gostam mais de entupir as estradas da cidade e de se matar
    andando” velozes e furiosos” nas estradas estaduais.
    Mah…. eu não entendo esta maneira de gostar de carros.
    Para min carro nunca fui ben aceito como meio de transporte, nem na Italia onde o
    transito não é como en S. Paolo. Sempre considerei o carro como meio de diverção
    em pista, tanto que cheguei a pilotar até com carros que não tinham a minima
    possibilidade de ganãr alguna coisa, as vezes nem conseguia me classificar para largada tanto ruim era o meu tempo.
    Ciao,
    Agostino

  • Agostino

    Ciao Barbara,
    concordo con a tua frase “non todos gostam de corridas e de carro no circuito”.
    Provavelmente gostam mais de entupir as estradas da cidade e de se matar
    andando” velozes e furiosos” nas estradas estaduais.
    Mah…. eu não entendo esta maneira de gostar de carros.
    Para min carro nunca fui ben aceito como meio de transporte, nem na Italia onde o
    transito não é como en S. Paolo. Sempre considerei o carro como meio de diverção
    em pista, tanto que cheguei a pilotar até com carros que não tinham a minima
    possibilidade de ganãr alguna coisa, as vezes nem conseguia me classificar para largada tanto ruim era o meu tempo.
    Ciao,
    Agostino