May 05 2008
Escrito por colaborador, sobre Autódromos, Novidades
Tags: brasilia
Coordenadas no Google Earth: lat=-15.7726123047, lon=-47.8993454433
Extensão das pistas: 5.475 m no traçado misto e 2.919 m no anel externo.
Recordes de velocidade – circuito misto:
· F-3: 1’47”821, a 182,803 km/h
· Stock Car: 2’05”869, a 156,591 km/h
· F-1: 1’51”624, a 176,600 km/h
Recordes de velocidade – anel externo:
· Stock Car: 1’00”028, a 175,058 km/h
· Fórmula Truck: 1’25”053, a 140,013 km/h
A despeito de ter o 2ª mais veloz circuito misto do Brasil, o Autódromo Internacional Nelson Piquet parou no tempo. Moderníssimo quando construído, a autódromo encontra-se totalmente defasado em suas instalações e abandonado no quesito segurança da pista. Com um traçado extremamente seletivo, Brasília tinha tudo para a ser a sede permanente da F-1, contudo, a cidade nunca teve o apelo econômico de São Paulo ou Rio de Janeiro e isso acabou jogando o autódromo no ostracismo.
O traçado principal mescla curvas para todos os gostos e, mesmo já tendo mais de 30 anos desde a sua construção, possui um desenho moderno e exigente. O acerto do carro nesta pista exige tanta habilidade dos pilotos que raramente é obtido em sua plenitude.
As áreas de escape, muito elogiadas na única vez em que F-1 lá esteve, hoje são consideradas diminutas, quase inexistentes. Analisando apenas o anel externo, que é o utilizado pela Stock, temos o seguinte panorama em relação a segurança:
A curva 1, local onde os carros da Stock passam a cerca de 150 km/h, tem menos de 20 m entre a pista e a defensa metálica. A curva 2, feita a cerca de 120 km/h, tem em seu final apenas 6 m entre a pista e a defensa. A curva 4, também feita a cerca de 120 km/h, tem, em toda a sua extensão, apenas 6 m de área de escape. A curva da vitória, a mais veloz do traçado, feita a mais de 160 km/h, tem míseros 15 m até a barreira de pneus.
Quem assistiu a prova deste domingo pode perceber que qualquer acidente nesta pista resulta na entrada do Safety Car, pois o perigo torna-se ainda maior com a presença de um carro acidentado nas já pequenas áreas de escape.
Analisando do ponto de vista das velocidades, uma volta da Stock em Brasília tem o seguinte roteiro:
Ao final da reta dos boxes os carros atingem 240 km/h e reduzem para contornar a curva 1, a direita, a 150 km/h. Aceleração plena ao longo da maior reta da pista, 750 m, chegando novamente aos 240 km/h, fazendo, então, a maior freada da volta, para contornar a curva 2, a direita, a 120 km/h. Aceleração plena novamente e contorna-se a curva 3, suave e a esquerda, até atingir 200 km/h antes da redução para a curva 4, contornada a direita a 120 km/h. Aceleração plena até os 200 km/h e redução suave para contornar à direita a curva da vitória, que é feita a 160 km/h. Aceleração plena nos 580 m da reta dos boxes e completa-se a volta pela pista.
Um abraço,
Eng. Leomar Teichamnn
Quem sou eu?
Engenheiro Civil graduado pela Ulbra em 2001, há 20 anos pesquiso a arte de desenvolver os “play-grounds” mais velozes que existem: os autódromos. Como grande fã do memorável Ayrton Senna, desde jovem desenvolvi o desejo de, um dia, participar da construção de um autódromo – sonho este que pude realizar, em parte, em Santa Cruz do Sul – onde fui o consultor técnico do empreendimento. Minha página: http://www.lnt.eng.br
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3 comentários
kharhan
May 6th, 2008 at 7:22 am
1Sensacional este post…………….
kharhan
May 6th, 2008 at 7:28 am
2Ahhhhhhhhhhhhhh……..conheço o escritor do livro AYRTON - UM HERÓI REVELADO.
é daqui da minha cidade.Trabalhou muito tempo acompanhando a F1,e também esteve na expedição a Antartida com o navio Barão de Teffe(acho que é assim mesmo que escreve)se tiver oportunidade de conhece-lo, estara conhecendo uma figura impar do jornalismo.
Ricardo César
May 9th, 2008 at 10:48 pm
3Para quem não sabe, já houve uma corrida de F1 no autodromo de Brailia.
Uma corrida extra oficila em seu ano de estréia, vencida por Emerson Fittipaldi e sua Mclaren, a mesma na qual foi campeão nesse mesmo ano 1974. Mas pra essa corrida não valeu pontos para o campeonato
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Olá! Eu sou Bárbara Franzin, 24 anos. Jornalista, paulistana, e sim, eu adoro automobilismo.
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