Apr 07 2008
Escrito por Ricardo César, sobre Fórmula 1, Novidades
Tags: bahrein, corrida, kubica, massa, vitória
Toda vez que a Seleção Brasileira de Futebol foi para uma Copa do Mundo criticada, ela voltou campeã. Foi assim em 70, depois de ter sido eliminada na primeira fase da Copa de 66 e de ter ido mal das eliminatórias. Foi assim em 2002, depois de ter perdido a final da Copa de 98. Foi lá e ganhou todos os jogos em ambas as Copas.
Mas quando foi como franco-favorita em 66 e 2006 acabou pagando mico.
Massa parece seguir a mesma receita. No ano passado foi mal nas duas primeiras provas, foi criticado e depois ganhou duas seguidas. O mesmo aconteceu na Turquia, venceu quando vinha de críticas. Esse ano não é diferente. Errou nas duas primeiras corridas. Já era dada como certa sua saída da Ferrari e aí ele domina em todo o final de semana; só não fez barba, cabelo e bigode porque Kubica fez a pole com um carro mais leve e Kovalainen fez a volta mais rápida depois que ele diminuiu o ritmo. Devemos adotar a estratégia de criticá-lo o ano inteiro e, quem sabe assim, ele levanta o caneco, não é Babi?
A Ferrari mostrou que acertou em treinar nessa pista na pré-temporada. Não houve concorrência, dominou de ponta a ponta. Já a BMW assumiu o posto de segunda melhor equipe da temporada deixando, até o momento, a McLaren
pra trás. Detalhe: estão liderando o mundial de construtores.
Não falei no começo da temporada que ia fazer falta um piloto experiente para a McLaren em final de semana de corrida? Hamilton tá errando muito. Já Kovalainen é bastante técnico, mas ainda falta velocidade. No pelotão que vem a seguir, destaque para o cavalo paraguaio Webber, da Red Bull, para Trulli da Toyota e para Rosberg, da Williams. Nakajima também se destacou, mais por ter atrapalhado do que ajudado.
Essa corrida foi um meio termo da primeira e da segunda. Não houve tanta disputa como na primeira, mas não foi o sono da segunda, teve belas ultrapassagens. Tem tudo pra ser um grande campeonato assim como foi no ano passado.
O “por onde andou” dessa corrida vai para todos os outros que não apareceram: Alonso, Coulthard, Button, Bourdais, Vettel, Barrichello, Piquet, Sato, Davidson, Fisichella, Sutil, Glock. É muito difícil analisar quem nem se ouviu falar ou se ouviu muito pouco.
Vou definir as equipes através de * (Ótimo ****, Bom ***, Regular ** e Péssimo *), sendo assim:
FERRARI****: Mostrou que acertou em ir treinar no Bahrein na pré-temporada. Massa mostrou que está na briga e dominou todo o fim de semana. Raikkonen, mesmo não se adaptando a pista como Massa, já lidera o campeonato. É o carro a ser batido, e definitivamente liberou seus dois pilotos para brigarem pelo título.
BMW****: Quando se tornou a terceira força da temporada ano passado, muitos diziam que esse ano ela teria que ter um algo a mais. Pois bem, ela tem até o momento o segundo melhor carro da temporada, dois ótimos pilotos, que estão liberados para competir entre si, e está liderando o Mundial de Construtores. Precisa de mais alguma coisa?
RENAULT*: Alonso parece estar com seus pensamentos na Ferrari. Ficou atrás de Piquet nos treinos livres e na corrida até foi um pouco combativo, mas nada de fantástico. Não deveria ter ouvido sua avó e deixado a McLaren. Já Piquet, que até foi bem nos treinos que não valiam, ficou atrás no treino que valia. Já na volta de apresentação da corrida percebeu que não tinha a segunda marcha. Ao contrário do que diz Galvão, foi o culpado do acidente com Hamilton, justamente por ter problemas no câmbio e não acelerar o suficiente na saída da curva. Foi um culpado sem culpa, se é que vocês me entendem.
WILLIAMS***: Rosberg não foi mais rápido que Trulli, da Toyota, e Webber da Red Bull, mas chegou de novo nos pontos, e Nakajima, mesmo andando no fim do pelotão, faz lembrar a F-1 antiga, onde os retardatários não atrapalhavam os dianteiros. Mesmo sendo opostos, foram um show a parte. Se não em termos de velocidade, foram em termos de espetáculo.
RED BULL**: Muito bem com Webber, chegando em sétimo e marcando mais pontos para a equipe. Já Coulthard foi afobado com Button, tirando o inglês da prova. Herdou de Jacques Villeneuve o apelido de Chicane Móvel. Pede pra sair, 02, seu fanfarrão!
TOYOTA***: Trulli vem muito bem, obrigado, na temporada, e a equipe merece três estrelas por causa dele. Já Glock parece ter o mesmo ritmo de R. Schumacher, com a vantagem de ser mais barato para eles. A equipe tem tudo pra brigar com Renault, Williams e Red Bull pelo posto de 4ª equipe da temporada. Pena que só um piloto pontue.
TORO ROSSO*: Precisa urgentemente de um carro novo. Tião Vettel também parece estar com a cabeça na Ferrari, pois sumiu esse fim de semana, ficando todo o tempo atrás do Tião Bourdais. Bourdais até que andou bem nos treinos, mas com esse carro não dá pra fazer milagre.
HONDA*: Parecia que iria muito bem depois dos treinos, mas só parecia. Button (que largou em décimo) foi lá pra trás. Também foi afobado no acidente com Coulthard, embora a culpa maior tenha sido do escocês. Barrichello pagou pela má classificação e pela má largada, ficou muito tempo atrás de Fisichella e no final até pressionou Alonso. Mas pouco para quem esperava mais.
SUPER AGURI*: Para falar a verdade, não vi falar nem de Sato e nem de Davidson, parece ser pior do que a antiga Minardi. Também, não dá pra fazer muito com o orçamento que tem. Será que continua ano que vem?
FORCE ÍNDIA*: Fisichella até apareceu quando segurava Hamilton e Barrichello, de longe pareciam duas McLaren, uma prateada e a outra branca… Mas a aparência acabou por aí. Sutil, que um dia chegou a ser cogitado para a McLaren, vem levando pau de Fisichella e agora não se sabe nem se termina a temporada. Segue tentando melhorar aos poucos, de grão em grão, para ver se um dia enche o papo.
MCLAREN**: De favorita ao título à terceira força do campeonato. Começou o ano dominando, quando ainda tinha um carro desenvolvido pelo seu piloto reserva. Agora depende de seus dois pilotos inexperientes para acertar o carro em grande prêmio. Kovalainen faz tudo certinho, mas não consegue tirar a potência máxima de seu carro. Já Hamilton consegue ser tão rápido quanto as Ferrari e as BMW, mas não consegue se manter na pista. Se estivesse na Ferrari já estaria com seu emprego ameaçado (né Massa?). Vamos ver como a equipe se comporta daqui pra frente, para ver se espanta a maldição do ano par, onde desde 2002 (2004 e 2006 também não disputou o caneco) fica fora da disputa do título.
SÓ COMO REFLEXÃO: Ron Dennis era o centro dos holofotes, só se falava de sua saída da McLaren, do fim de seu casamento de mais de 20 anos. Até que veio o Sr. Max Mosley e deu um jeito nisso. Virou o centro das atenções, notícia fresca, e ninguém mais fala de Dennis. Ele agradece.
Por falar em Mosley, que bela dupla de dirigentes essa. Eclestone se diz a favor da ditadura, onde um só manda e os outros obedecem, e Mosley brinca de ser nazista, em um vídeo nada convencional. Não que eu tenha alguma coisa a ver com a vida pessoal de ninguém, mas tem certas coisas que demonstram o caráter das pessoas. E tá mais do que na hora de haver mudanças no comando da FOM e da FIA.
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8 comentários
Diego Kiss
April 7th, 2008 at 4:57 pm
1Olá Barbara, parabens pelo blog, é realmente interessante. Gostaria de trocar links com vc seria possivel ? Eu tenho um blog em parceria com um amigo meu no qual vem fazendo um grande sucesso com uma média de 650 acessos por semana, o blog F1 Brasil 2008. http://f1brasil2008.blogspot.com/
Grande abraço.
F-Indy: IRL (Oval) 1 X 1 CART (Misto) :: Velocidade
April 7th, 2008 at 10:31 pm
2[...] em seu habitat natural. Em um final de semana quase que perfeito para o automobilismo brasileiro, Massa ganhou na F-1, e se o Brasil não ganhou na F-Indy por um erro de estratégia de Kanaan, Castroneves com o [...]
Ricardo César
April 7th, 2008 at 10:41 pm
3Assim vc me derruba Galvão
Não só a mim, mas também a todos que gostam e comentam sobre F1
Nelsinho tinha problemas de cambio na largada. Hamilton se aproximou de uma Renault, acabou batendo, e Galvão logo concluiu que Hamilton tinha se chocado com a Renault de Nelsinho
Oras como Nelsinho tinha problema de cambio, o mais provável era que Nelsinho tivesse provocado do choque, por tr pouca aceleração.
Só que hoje ao abrir os sites de F1, descobri que a Renault em questão não era do Nelsinho e sim do Alonso.
O que quer dizer que nesse trecho da minha análise eu simplesmente “Galvaniei”
Ricardo César
Diegom12
April 8th, 2008 at 9:16 am
4Bom dia Ricardo!
O blog de vocês é incrivel!
Quanto à galvaniação, até o site do G1, na capa logo após o término da corrida, mostrava o hamilton batendo no alonso, com a legenda de hamilton batendo no piquet. O Galvão enganou todo mundo!!
abraços!
Ricardo César
April 8th, 2008 at 11:31 pm
5Diego
O Galvão confundiu muita gente
O jornal Agora fez duas publicações, uma dizia que Hamilton tinha acertado o carro de Nelsinho e na outra página de Alonso
Muita gente boa Gavaniou nessa
Abraço
breynner
April 9th, 2008 at 3:58 pm
6oi ricardo!
sou fã de f1 há tempos! ja acompanhei corridas no rio (jacarepagua), monaco, portugal e agora, vou conhecer interlagos!
preciso de ajuda: os melhores setores já estão esgotados. sobram A e G (dentro dos preços que posso pagar, claro). qual desses vcs recomendam? há outros?
abs
breynner
Ricardo César
April 9th, 2008 at 6:38 pm
7Breynner
, pois faz anos que não vou a Interlagos, e ela vai todo ano
Quem pode de responder essa pergunta é a Babi, minha chefa e dona do blog
Abraço
Bárbara Franzin
April 10th, 2008 at 12:14 am
8Olá Breynner,
Obrigada pela visita. Tenho algumas informações que podem te ajudar:
Eu te recomendaria os setores D ou E. O D por ficar no fim da reta dos boxes e por você ter uma ótima visão do S do Senna e dos pegas que rolam por lá - que não são poucos. No E, você veria mais o fim do S e um pouco dos pilotos saindo do boxes. O B e M eu não recomendo, pois na reta dos boxes você só vê os pits e o pódio, mas de corrida que é bom, quase nada. Mas os boatos dizem que o setor B já está esgotado. Mas tudo isso são suposições minhas, afinal já fiquei no setor A e M, em outras competições. Na F-1, só no G, que é o do povão.
Espero ter ajudado.
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Olá! Eu sou Bárbara Franzin, 24 anos. Jornalista, paulistana, e sim, eu adoro automobilismo.
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