27/03/2008
Indy e Cart: a separação e a volta
O principal motivo que levou as categorias a se separarem, em 1996, foi um protesto contra a internacionalização da Indy, com provas realizadas fora do continente americano e a presença de pilotos de outras nacionalidades em seu certame. Na época da divisão, a Indy chegava a rivalizar com a poderosa Fórmula 1, com provas em países como México, Canadá e com planos de expansão até o Japão.
Mary Hulman, um dos dirigentes, afirmou que a Indy deveria ter mais segurança e para isso precisaria de motores aspirados, ao invés dos turbos. Essa foi a desculpa para separar totalmente as duas categorias. Em seu primeiro ano, a CART era chamada de Indy Cart, resolveu bater de frente com a nova IRL – Indy Reacing League – e marcou uma corrida oval no mesmo dia das 500 milhas. Na minha opinião, esse foi um erro infeliz. Eles deveriam, pelo menos, ter marcado a prova em um circuito mais tradicional, como Daytona, onde só acontecem provas de 500 milhas na Nascar. Seria um grande alvoroço.
Como a idéia de rivalizar não funcionou, eles entraram em um acordo com IRL para ceder seus pilotos para Indianápolis, pois todos perderam na qualidade de seus grids. Os dirigentes da CART continuaram com a idéia de expandirem a categoria e saírem dos EUA e foi aí que a porca torceu o rabo de vez.
Algumas equipes como a Penske, Chip Ganassi e Newman-Hass decidiram voltar para a IRL e a Fórmula Mundial viu seus melhores carros indo embora e começou a perder suas forças. Ao mesmo tempo, a Indy perdeu uma das suas fundamentais características que fez com que os norte-americanos migrassem e dessem mais audiência para a Nascar.
O charme dessa competição estava na tradição de seus pilotos, como os Andretti, os Unser, Bob Rahal, Emerson Fittipaldi e a mescla com a juventude talentosa que chegava. Esse foi um dos fatores para rivalizar com a F-1 no fim da década de 80 e no começo dos anos 90.
Como todos saíram perdendo, as categorias finalmente resolveram se reunificar trazendo pilotos e equipes da falida CART para a menos atrativa IRL, em um gesto desesperado de salvar o campeonato de monopostos dos Estados Unidos. Mas só isso não basta. É preciso ressuscitar a velha tradição de um campeonato familiar, que passa de pai para filho como os Andretti, com o avô Mario, o filho Michael e o neto Marco.
Voltar a rivalizar com a F-1 se tornou um objetivo bem distante, o que conta agora é a luta pela sobrevivência, já que o último campeão da categoria migrou para a Nascar, assim como da Fórmula Mundial foi para a F-1. Seria interessante trazer de volta Montoya, Villeneuve, talvez Ralf Schumcher, Alesi, a família Unser e os Andrettis, para torná-la mais atrativa, e para que não morra, o que seria uma pena.
Falando um pouco sobre essa temporada, temos de destacar a grande presença dos brasileiros no grid. Esse ano são 6 pilotos, num total de 26 carros. Vamos à lista: Tony Kanaan, Helio Castroneves, Bruno Junqueira, Enrique Bernoldi, Vitor Meira e Mario Moraes. E claro, não podemos esquecer da estréia de Bia Figueiredo na Indy Light. Mas isso é tema para outro post…
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http://f1network.blogspot.com/ Bruno
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Anderson
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jesse dos santos
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