Jan 17 2008
Escrito por Ricardo César, sobre Fórmula 1
Tags: 2008, disputa, equipe, temporada, vencedor
Começaram os testes de pré-temporada e algumas equipes já mostraram suas caras novas. As favoritas Ferrari e McLaren
, mais Toyota, BMW
e Red Bull, já treinam com os bólidos de 2008. Não dá pra saber qual carro é o mais rápido até agora, pois como expliquei ano passado, as equipes costumam dividir a pista em três partes e em cada volta andam rápido em um trecho ou em dois. Desse jeito, buscam enganar as outras, mas mesmo assim alguns fatores me chamaram a atenção.
Vejamos: a Ferrari declarou que esse ano fez um carro no qual se adapta melhor ao estilo de Raikkonen e, ao contrário do ano passado, ele vem sendo ligeiramente mais rápido que Massa. Também é nítido e visível que o carro da Ferrari é menor. Quando visto de lado me lembra a Ferrari de 96, muito estranho de se ver no vídeo para quem se acostumou com modelos semelhantes ao F2004. Ferrari está com cara de que quer transformar Raikkonen em um novo Schumacher e Massa em um novo Barrichello. Porém, Massa está com cara de que não vai aceitar isso.
Hamilton também vem sendo ligeiramente mais rápido que Kovalainen, mas parece que a McLaren depende, e muito, do acerto do carro de seu piloto reserva, Pedro de la Rosa. Por ter desenvolvido um novo sistema, a McLaren está com cara de que sai na frente das outras equipes. Mas… também parece que vai faltar experiência para seus dois pilotos, ambos na 2ª temporada como titulares na F-1.
A BMW esta eufórica e com cara de que vai chegar ao paraíso. Todos estão encantados, mas até agora ela só treinou sozinha. Olhando para o novo carro da equipe tenho a impressão de que estou vendo a Ferrari de outros anos. Dizem que vazaram dados de espionagem pela internet e será que a BMW viu? Pois com o motor que ela tem, se acertar na aerodinâmica, ninguém segura.
A Renault nem estreou o carro novo, mas com Alonso já está com cara de que vai voltar ao topo. Depois ainda dizem que piloto não faz a diferença! O espanhol, além de genial, aprendeu a entender de aerodinâmica e desenvolvimento de um carro e, com isso, trouxe para a Renault informações preciosas e detalhadas tanto da McLaren como da Ferrari, pois foi um dos que mais estudou o dossiê. Só com dados de regulagem e distribuição de peso diferente que trouxe fez com que o carro velho se adaptasse melhor aos pneus Bridgestone. Alonso é, sem dúvida, o primeiro piloto da equipe e, para mim, um dos favoritos ao título.
Red Bull estreou seu novo carro e Adrian Newey já tirou o corpo fora no quesito confiabilidade. Parece que ele estava imaginando o que ia acontecer, pois logo na estréia, com Couthard, o carro quebrou. A Red Bull parece que não mudou muita coisa. Já a sua filial, Toro Rosso, ainda com o carro antigo, vem surpreendendo. Não com o carro, mas sim com a sua dupla de “Sebastião”, Bourdais e Vettel, que vem se destacando nos testes coletivos e até tem andado na frente de muitos carros novos. Imagina se eles estivessem correndo na matriz!
O mais interessante é que na prática Red Bull e Toro Rosso correm com o mesmo carro, embora o primeiro seja mais evoluído. Só que a RBR corre com motor Renault e a STR com Ferrari e a diferença tem sido tão pequena, que pode ser tirada no braço porque, mesmo inferiorizados tecnicamente, os pilotos da STR possuem mais talento.
A Toyota também apresentou seu carro novo, que visualmente é totalmente diferente do ano passado. O problema é que o carro do ano passado era ruim e agora o piloto Timo Glock vem a público e declara que será preciso dar um passo para trás para poder entender melhor o carro. E eu pergunto, com que cara vai ficar a Toyota se com tanto dinheiro tiver um outro fiasco? Será a Toyota uma nova Honda?
Ainda falta Williams, Honda, Aguri e Force India apresentarem suas novas caras, mas o que eu mais quero saber é se na pista a F-1 vai ter a mesma cara do ano passado, com um campeonato super disputado ou com uma equipe se diferenciando. Sinceramente, torço para a primeira opção porque um campeonato disputado por vários pilotos torna-se muito mais emocionante. Tomara também que com o fim do controle de tração a F-1 também se torne a cara de um campeonato com muitas ultrapassagens, como antigamente. Afinal, sonhar não custa nada.
Abraço a todos,
Ricardo César
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