17/10/2007
Aquecimento F-1: GP do Brasil

21 de outubro de 2007
Cidade: São Paulo
Distância: 4.309 km
Recorde da pista: J-P. Montoya – 1:11.473
Em 2006:
1. Massa
2. Alonso
3. Button
Números:
- Piloto Recordista de Poles: A. Senna e M. Hakkinen, com 3
- Piloto Recordista de Pódios: Schumacher, com 10
- Piloto Recordista de Pontos: Schumacher, com 82
- Piloto Recordista de Vitórias em Interlagos: Schumacher, com 4
- Piloto Recordista de vitórias em todos os GP’s do Brasil: Prost, com 6
- Equipe Recordista de Poles: McLaren, com 8
- Equipe Recordista de Pódios: McLaren, com 19
- Equipe Recordista de Vitórias: McLaren, com 7
Conheça melhor o circuito…
Túnel do Tempo
As duas dobradinhas do Brasil: 1975 – Pace e Emerson e 1986 – Piquet e Senna

Do talento de José Carlos Pace ninguém duvidava, mas punha-se em dúvida a sua sorte. Segundo colocado no grid da Argentina, ele perdeu um lugar certo no pódio por problemas de motor. No Brasil, ele prometia, seria diferente. A pole ficou com o Shadow negro do francês Jean-Pierre Jarier, seguido pela McLaren de Emerson, a Brabham de Reutemann, as Ferrari de Lauda, e Regazzoni e a Brabham de Pace.
Na largada, o argentino tomou a ponta mas, com pneus muito macios, duas voltas mais tardes começou a perder terreno e se viu superado pelo Shadow de Jarier na quinta passagem. Mas a essa altura, os olhos da multidão estavam colados em Pace, que já tinha passado Reutemann, mas não tinha como ameaçar Jarier, um segundo mais rápido por volta.
Emerson havia largado mal, mas estava em terceiro aproveitando os problemas de Carlos Reutemann e Clay Regazzoni. Se já estava mais do que excitada, a arquibancada atingiu o delírio quando a vantagem de 26 segundos de Jarier sobre Pace começou a cair: o sistema de injeção de combustível do surpreendente Shadow começava a entregar a alma.
Já de Emerson, Pace alcançou a liderança e passou a guiar com mais cautela, mas ninguém, nem mesmo Emerson conseguiria se aproximar; mesmo sendo o novo bi-campeão mundial, ele teve de se contentar com o segundo lugar, mas não se incomodou. Em uma tarde inesquecível, o Brasil viu seus dois ídolos no pódio e teve a certeza de que, naquele dia havia se tornado a capital mundial do automobilismo.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=IXIiJg3mFVU[/video]
Onze anos se passaram e em seu primeiro ano na Williams, Nelson Piquet tinha a seu favor a extraordinária potência dos motores Honda e o fato da prova de abertura do campeonato ser no Rio de Janeiro; contra, a rapidez atabalhoada de seu companheiro Nigel Mansell. O autor da pole position foi Ayrton Senna, com a Lótus-Renault, com Piquet em segundo e Mansell em terceiro.
Prevendo problemas quando Mansell forçou para se colocar em segundo, Piquet se deixou cair para terceiro na largada. Depois de pegar o vácuo da Lótus na reta, o incorrigível Mansell tentou a ultrapassagem na curva sul. Mas Senna fez a curva por fora e o inglês não conseguiu controlar o carro, dando fim à sua corrida antes de completar uma única volta.
Para Piquet, nada poderia ser melhor. Na terceira volta com os pneus mais quentes, ele passou Senna repetindo a manobra que Mansell falhou e só perdeu a ponta nas trocas de pneus – que na época duravam no mínimo 11 segundos. Atrás dele, Senna conteve os ataques da McLaren-Porsche de Prost, que nem terminou a prova e, junto a Piquet, deu ao GP do Brasil a segunda dobradinha da história.
[video]http://www.youtube.com/watch?v=fn-nqu0qlPo[/video]
Quem sabe um milagre, uma chuva e mais uma dobradinha do Brasil nesse ano com Massa e Barrichello? Não custa torcer!
Texto retirado da revista “Fórmula 1 – Programa oficial de 1999”.
Abraço a todos,
Equipe Velocidade
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Ricardo César













































