01/08/2007
Os mortos-vivos
Felipe Massa, Fernando Alonso e Kimi Raikkonen. O que esses três pilotos têm em comum? A resposta poderia ser dada se observássemos um gráfico de desempenho do trio na temporada 2007 de F-1. Todos já estiveram próximos da liderança, assim como já foram declarados como cartas fora do baralho. São exemplos da facilidade com a qual se transita entre o céu e o inferno da categoria.
Antes do início da temporada, Felipe Massa era o franco favorito ao título. Um câmbio quebrado na Austrália e uma ultrapassagem que não deu certo na Malásia foram suficientes para que o piloto fosse colocado – mesmo que temporariamente – à margem da disputa do campeonato. A recuperação ocorreu no Bahrein e na Espanha, com duas vitórias.
A fase positiva, contudo, durou pouco: as cinco corridas seguintes não foram boas para o brasileiro, que se distanciou da ponta da tabela e ainda foi ultrapassado por Raikkonen. Retornou à terceira colocação do campeonato após o GP da Europa, corrida na qual conquistou o segundo lugar sem que seu companheiro de equipe pontuasse, mas chega ao GP da Hungria precisando vencer para manter-se na briga pelo título. Massa é o atual terceiro colocado na classificação.
Falando em Raikkonen, ele foi quem mais alterou momentos bons e ruins na temporada. Famoso pelo seu pé frio, o finlandês possui três vitórias no Mundial, mas ocupa um distante quarto lugar na classificação. No início do mundial, sofreu para se adaptar ao carro da Ferrari. Emplacou duas vitórias seguidas, nos GPs da França e da Inglaterra, mas os abandonos na Espanha e em Nurburgring o colocam distante da disputa pelo título. É possível recuperar-se, porém será uma tarefa bastante árdua.
Por fim, Alonso. Contratado a peso de ouro pela McLaren, o espanhol não esperava encontrar tanta resistência de seu companheiro de time, o novato Lewis Hamilton. É o único piloto, dos três que são citados nesse texto, que já foi considerado carta fora do baralho por razões que transcendem a pontuação no campeonato, já que Alonso sempre esteve bem colocado. O relacionamento com a equipe esfriou bastante, não há mais aquela lua-de-mel do início da temporada, mas cabe ao piloto usar isso como fator de motivação. E, ao que parece, Alonso aprende a fazer isso aos poucos, reclamando cada vez menos e mostrando, na pista, do que é capaz.
Esses três casos deixam claro que é muito difícil – só não falo impossível, afinal a era Schumacher nos mostrou que isso pode acontecer – um piloto manter uma fase boa durante todo o ano. Até a última corrida, o diferencial do líder Hamilton era a regularidade. Bastou um pneu mal fixado nos treinos do GP da Europa e a seqüência de pódios do inglês foi por água abaixo. De quebra, ele vê os adversários cada vez mais próximos na classificação. O que deixa algumas perguntas no ar: seria Hamilton o próximo a viver uma má fase no campeonato? Será que ele conseguirá recuperar-se do primeiro resultado ruim e manter a ponta na tabela? São questões como essas que tornam esse Mundial o mais empolgante dos últimos anos.
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