02/08/2007

Aquecimento F-1: GP da Hungria

hungaroring.jpg

06 de agosto de 2007
Cidade: Hungaroring
Distância: 4.381 km
Recorde da pista: M. Schumacher – 1:16.207

Em 2006:
1. Button
2. De la Rosa
3. Heidfeld

Números

  • Piloto Recordista de Poles: Schumacher, com 7
  • Piloto Recordista de Pódios: A. Senna e M. Schumacher, com 7
  • Piloto Recordista de Pontos: Schumacher, com 66
  • Piloto Recordista de Vitórias: Schumacher, com 4
  • Equipe Recordista de Poles: Ferrari, com 7
  • Equipe Recordista de Pódios: Williams, com 18
  • Equipe Recordista de Vitórias: Williams, com 7

Conheça melhor o circuito…

Túnel do Tempo

1986: O grande espetáculo do ano aconteceu na Hungria

Mais uma vez, Senna foi o pole com Piquet em segundo no grid. Ayrton saiu na frente e liderou por algum tempo, até ser ultrapassado por Nelson. Mas uma parada para troca de pneus era necessária a todos os pilotos. O pit stop do Williams de Piquet foi ligeiramente mais demorado e Senna voltou à ponta, com uma pequena vantagem. Começou então uma disputa que entrou para a história da F-1. Como a pista praticamente não tem pontos de ultrapassagem, Ayrton, que tinha um carro mais lento, se aproveitou para segurar Nelson, irritando profundamente o temperamental piloto da Williams.

A única maneira segura de ganhar posições era pegar o vácuo no início da reta dos boxes e tentar a ultrapassagem no fim dela, mas havia pouco espaço e a manobra era arriscada. Piquet tentou e passou à frente, mas perdeu o traçado na primeira curva e Senna retomou a dianteira. Poucas voltas mais tarde, Nelson saiu do vácuo de Senna e fez a ultrapassagem pelo traçado externo, derrapando nas quatro rodas e bloqueando-as na freada, tudo numa velocidade e trajetória que ninguém se atreveria a assumir.

Foi uma manobra antológica, nunca vista antes e que jamais seria repetida. Daí em diante, Piquet comandou a dobradinha brasileira até o final. No fim da corrida, Nelson não poupou o rival: “Eu teria vencido mais fácil se não fosse o freio de mão”. Não é preciso explicar quem era o tal freio de mão. A imprensa brasileira não perdeu a deixa e incendiou a rivalidade de pilotos e seus torcedores. O antagonismo dos fãs atingiu níveis que ninguém na F-1 conseguia compreender.

Veja do que estamos falando aqui:

[video]http://www.youtube.com/watch?v=im70dqUQfUk[/video]

Esse GP foi histórico não só por esta manobra, mas porque foi a primeira vez que a F-1 correu em um país da Europa Oriental, onde vigorava o antigo regime socialista. Esse fato foi um dos primeiros passos para a abertura que culminou na queda do muro de Berlin, em 1989, e no fim da antiga URSS. E também de uma época que dividiu o mundo em dois.

Obs: Parte do texto foi retirado do site do Auto Esporte.

Abraço a todos,
Equipe Velocidade

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é jornalista e profissional de marketing em mídias sociais, tem 27 anos e, apesar de gostar de todo tipo de corrida, a Fórmula 1 é sua preferida.
  • http://www.somnoblog.com Anderson

    História bacana. Não conhecia essa do ‘freio de mão’. :D