23/05/2007
Especial F1 – Mônaco
GP de Mônaco – Monte Carlo
27 de maio de 2007
Cidade: Mônaco
Distância: 3.340 km
Voltas: 78
Recorde da pista: M. Schumacher – 1:14.439
Em 2006:
- Alonso
- Montoya
- Coulthard
Números:
- Piloto Recordista de Poles: A. Senna, com 5
- Piloto Recordista de Pódios: A. Senna, com 8
- Piloto Recordista de Pontos: Schumacher, com 71
- Piloto Recordista de Vitórias: A. Senna, com 6
- Equipe Recordista de Poles: McLaren, com 10
- Equipe Recordista de Pódios: Ferrari, com 43
- Equipe Recordista de Vitórias: McLaren, com 13
Conheça melhor o circuito..
GP Histórico
1984: O DIA EM QUE SENNA E BELLOF DERAM SHOW
Os grandes talentos têm pressa de se mostrarem ao mundo. Ayrton Senna e Stefan Bellof esperaram apenas seis corridas para deslumbrar o público com a expectativa do que estava por vir. A concorrência era grande e de primeira linha: Alain Prost dividia as atenções da McLaren com Niki Lauda, recém saído de sua aposentadoria precoce. Nelson Piquet, então campeão do mundo, partia para mais uma temporada com a Brabham. O que os resultados dos treinos oficiais deixaram claro que, em condições normais, nem Senna nem Bellof teriam chance de rivalizar com as “cobras”. O motor Hart, da Toleman, embora turbinado tinha uma curva de potência comparativamente baixa, enquanto o Ford da Tyrrel, além de ser aspirado, estava em decadência…
Mas eis que a chuva veio na manhã de domingo. Não era um tremendo temporal, apenas o suficiente para deixar a pista escorregadia e perigosa. Muitos pilotos foram traídos pelas curvas fechadas de Monte Carlo. Acelerar demais era perigoso, pois uma batida parecia iminente. O problema é que nem Senna nem Bellof raciocinaram desta forma. Logo após a primeira volta, o brasileiro era nono, atropelando a concorrência. O alemão também vinha forte, ultrapassando nove adversários. Senna não respeitava antigos campeões.
Ultrapassou Rosberg como se o finlandês estivesse parado. Partiu à caça de Lauda com tudo o que tinha, em busca da segunda posição. Partiu para a reta dos boxes grudado, escolheu o traçado externo e mergulhou para fazer a St. Devote por fora, ultrapassando Niki de forma magistral!!! A perplexidade tomava conta dos felizardos que estiveram presentes ao GP de Mônaco.
A sala de imprensa ficou em polvorosa. “O locutor holandês do nosso lado está gesticulando, como se não entendesse mais nada”, comentou Galvão Bueno, ao vivo para todo um Brasil surpreso diante do nascimento de um novo herói. Mais atrás, Stefan não era menos espetacular. Após uma batalha titânica com Rosberg, o jovem piloto da Tyrrel aproveitou-se da rodada de Lauda para assumir a terceira posição, logo atrás de Senna.
A essa altura do campeonato, a chuva havia apertado um pouco mais. Prost continuava à frente, mas girava cinco segundos por volta mais alto que Ayrton. Prost cruzou os pits gesticulando freneticamente, pedindo o encerramento da corrida. Senna vinha rápido, mas Bellof era o mais veloz na pista naquelas últimas três voltas, por mais incrível que isso possa parecer! Os dois estavam prestes a devorar Prost quando a direção da prova decidiu interrompê-la.
Senna deixou claro seu descontentamento com a decisão do Diretor de Prova. Para ele, a chuva não estava tão mais forte que na largada, sendo desnecessária a interrupção da corrida. “Eu poderia ter passado Prost e cinco voltas depois ter batido no muro, mas isso não importa”, afirmou o brasileiro na coletiva de imprensa.
E Bellof? O que aconteceria com ele se a corrida continuasse? “Senna passaria Prost, mas Bellof passaria os dois”, concluiu Martin Brundle, então seu companheiro de equipe, e eterno desafeto de Ayrton. Senna se tornou um dos maiores mitos das pistas sagrou-se tricampeão em 88, 90 e 91, mas Stefan Bellof não teve tempo de mostrar na F-1 todo o seu talento.
Em 85, quando defendia o título mundial de Esporte-Protótipos em Spa-Francochamps, sofreu um espetacular acidente que lhe tiraria a vida. Ao tentar ultrapassar Jackie Ickx (sim, ele mesmo) na perigosa Eau Rouge, por fora, Bellof perdeu o controle de seu Porsche e voou por sobre o guard-rail. O alemão havia ido longe demais.
O futuro é sempre incerto, mas o momento durou para sempre. Nas ruas de Monte Carlo, naquele ano de 1984, Ayrton Senna e Stefan Bellof tornaram-se eternos.
Fonte: Autoracing
Aproveite e reveja os melhores momentos desta prova:
[video]http://www.youtube.com/watch?v=RCt2brsEweo[/video]
Abraços a todos,
Equipe Velocidade
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http://www.kartsp.com.br Romeu São Marcos
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http://powerbymidea.blogspot.com/ Felipão
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cassio
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http://www.maiseu.com.br/blog/bromerf1 Ricardo Bromer
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