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Domínio vermelho na terra do canguru



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Lá se foi meu sonho de uma temporada equilibrada, com três ou quatro equipes disputando o título ou de 6 a 8 pilotos disputando vitórias. Um sonho que dura desde 1986, quando 4 pilotos disputavam o título e 6 ou 7 outros disputavam vitórias, dependendo da corrida.

Na Austrália, a Ferrari mostrou que é a equipe a ser batida, é muito rápida na classificação, e muito mais veloz e constante na corrida. Só basta saber se com tamanha diferença teremos um campeonato disputado por seus dois pilotos, como foi na Mclaren em 88 com Senna e Prost ou na Williams em 96 com Hill e Villeneuve. Ou também se mais uma vez, nas primeiras corridas só um piloto terminará as provas e o outro terá que correr para ele depois, por causa da diferença de pontos.

No segundo pelotão vem a Mclaren, que se recuperou do fiasco do ano passado. O carro é bom e ela conta com os dois campeões dos principais campeonatos do automobilismo mundial, a F1 e a GP2. Realmente, esse Hamilton vai dar o que falar.

A BMW me parece a Honda de 2006, muito rápida na pré temporada, largando com pouco combustível na corrida, mas que com o tempo foi ficando pra trás. Se para a Mclaren sobra piloto de ponta, para a Renault o que falta é justamente isso. Ela tem um bom carro, mas sem um grande piloto a situação complica. Aparentemente, vai disputar com a BMW o posto de 3ª do ano.

A surpresa fica por conta da Super Aguri, que nos treinos andou na frente da Honda, mas que na corrida perdeu rendimento também. Por falar em Honda, o carro velho, que está com a Super Aguri, se mostra mais eficiente que o novo. E para piorar, o que foi aquilo na corrida, com o Barrichello bem mais rápido que Button, pois estava com o tanque mais vazio, preso atrás do companheiro de equipe por voltas e mais voltas. Certamente isso lhe custou no mínimo um 8º lugar.

Das demais não tenho muito a dizer, talvez da Williams que ainda não tem um bom carro e enfrenta o mesmo problema da Renault por não ter grandes pilotos.

Destaques:
Positivo: Hamilton. O garoto andou na frente do Alonso em dois terços da prova e mostrou personalidade, além de muito talento, basta saber se não é um novo Rosberg, que estreou impressionando ano passado, e depois sumiu.

Negativo: Kovalainen. Com o carro que tinha foi um fiasco, e olha que muitos diziam que se ele andasse na frente do Fisichella, seria capaz de causar a demissão do italiano. Agora, depois das declarações do Briatore, quem tem que se cuidar é ele. Nelsinho Piquet, que andou mais rápido na pré-temporada está só na espreita.

Vamos ver o que acontece na próxima etapa da Fórmula 1, daqui a três semanas na Malásia.

Abraços a todos,
Ricardo César

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