As mulheres sempre fizeram muito sucesso fora das pistas no automobilismo, mas algumas resolveram inclusive se aventurar nesse mundo machista. Na Fórmula 1, por exemplo, Lella Lombardi, foi a única mulher que conseguiu pontuar até hoje, com um sexto lugar no GP da Espanha de 1975. Outras até tentaram a sorte, como a sul-africana Desiree Wilson, mas sequer conseguiram se classificar para largar – na época, uma prática comum pelo grande número de equipes e pilotos. A última a tentar a sorte foi Giovanna Amati, em 1992, com uma Brabham-Judd. Ela não se classificou, mas tudo bem, pois Damon Hill com o mesmo carro também não conseguiu. Prova que o bólido era ruim mesmo.
Definitivamente mulher não nasceu pra pilotar, certo???
Errado. Nos EUA, por exemplo, a história é outra. Sara Fischer despontou no final da década de 1990 e conseguiu vários resultados satisfatórios, inclusive indo ao pódio com um segundo lugar. A piloto esteve afastada das competições por dois anos, mas retornou em 2006, para abrilhantar a F-Indy. Mas agora, ela não está sozinha, pois lá surgiu um furacão de nome Danica Patrick.
Essa americana impressionou o mundo ao liderar algumas voltas da mais tradicional corrida do automobilismo americano, as 500 milhas de Indianápolis. Danica terminou a prova em 4º lugar e conquistou um espaço nos corações dos torcedores. Ela é uma mistura que podemos comparar com o conto de fadas “A Bela e a Fera”, e com seu talento, beleza e um forte marketing tem lotado os autódromos dos EUA.
Mas quem pensa que as mulheres só se dão bem lá fora está enganado. Aqui no Brasil, não exatamente nos carros, mas sim no caminhão, Débora Rodrigues, vem deixando muito marmanjo pra trás com seu arrojo e habilidade. Já nos monopostos, nossa melhor representante é, sem dúvida, a piloto Bia Figueiredo. Ela arrasou no kart, ganhando vários títulos, e agora compete de igual pra igual com os homens nos fórmulas.
Infelizmente, Bia está chegando naquela idade onde uma decisão precisa ser tomada logo, não por causa de seu talento, que é imenso, mas sim pelo alto custo das categorias “top” no exterior. Imagine quantos Sennas, Piquets ou Fittipaldis não ficaram no meio do caminho por falta de recursos. Observando atentamente a carreira de Bia Figueiredo, suas conquistas no kart e suas exibições nos fórmulas, fico imaginando onde ela já estaria se trocássemos seu sobrenome por Senna ou Piquet.
Por: Ricardo César
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4 comentários
Rodrigo
December 7th, 2006 at 1:51 pm
1Danica Patrick é uma farsa.
Naquela prova das 500 milhas de Indianápolis em 2005 ela correu com o carro irregular para a categoria ganhar em marketing. Lembrando que seu melhor resultado foi justamente um quarto lugar, ou seja, ela sequer subiu no pódium, mesmo pilotando em equipe de ponta!
Outro dado importante, é que nas categorias de base ela jamais venceu uma corrida! E o pior de tudo: o peso mínimo do regulamento dos carros na IRL não contam com o peso do piloto, ou seja, a Danica Patrick mesmo sendo cerca de 30kg mais leve que seus adversários, não consegue andar próxima deles (a BAR foi punida na Fórmula 1 por estar 6 kg abaixo do regulamento e isso fez uma diferença enorme, imagine 30 kg!!)
Fernanda
December 18th, 2007 at 8:39 pm
2Em resposta ao Rodrigo:
Se a Danica tem 30kg em média menos q seus adversários, então eles que emagreçam!
Girl Power: Go, Danica, go! :: Velocidade
April 20th, 2008 at 3:41 pm
3[...] O impacto dessa vitória será sentido nos próximos dias. A Indy começou a apostar forte em mulheres nos cockpits, e tinha um trabalho de marketing forte para despertar a atenção dos curiosos. Com Danica vitoriosa em Motegi, pode ser que o contigente feminino aumente, reforçando a história das mulheres no automobilismo. [...]
F-Indy pela última vez dividida :: Velocidade
April 22nd, 2008 at 6:42 pm
4[...] mais ou menos um ano e meio eu tinha escrito um texto aqui no blog que chamava “Mulheres que aceleram muito”. Mais do que marketing, hoje essas mulheres estão fazendo história. Nossa Bia Figueiredo, que [...]
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